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Poesias-->Embriaguês de paixão -- 11/07/2003 - 09:20 (Conceição Di Castro) |
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Em noites de paixão,
Há o rude oceano marulhando,
Mostrando quão difícil é a solidão.
Solidão de dois seres embriagados
Por saciar a fome da carne em soberano.
São os olhos a fechar para o mundo desasossegado.
Em noites de paixão,
As florestas cantam Sentimentos,
Induzindo os amantes à indefinida canção.
Canção que desperta os tumultos da Alma,
Num tangente farfalhar dos lampejos tesouros.
Somos dois desconsolados à procura da calma.
Calma encontrada somente no antegozo,
Dos sáfaros caminhos solitários dos seres.
As imagens antevistas trazem o antecipado gozo.
Não quero um fervor quimérico em forma de ouro,
Não almejo saborear teu corpo num verdor das palmas,
Não sinto o calor dos abraços e beijos dantes tesouros.
Quero o sentir real e alucinante dos gemidos,
Possuir o verdadeiro sonho num hoje transfigurado.
Não sabes como me fazes sofrer com a visão dos atrevidos.
Não poupes palavras, não sejas comedido,
Deixa teu corpo, tua alma gritar de prazer
Nos instantes em que me desejas contigo.
Solta teu glorioso delírio
Nos poucos brados de tua luxúria.
Faças do sonho uma realidade e martírio.
Não me deixas embalsamada em tua guerra,
leva-me para o ápice da morada infinita.
Do espectro que somos, tornemos uma fértil Terra.
Em noites de paixão,
Transbordas tuas amarguras em rejuvenescimento
E me faças ser tua harpa e teu vinho-coração. |
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