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Poesias-->Nove -- 15/07/2003 - 10:15 (Elpídio de Toledo) |
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Clic’ali>> Como jogar o tênis melhor que o Guga
Mesmo lá, no paraíso,
sua mente não sossega,
adora o seu dessiso,
sem problemas fica cega.
Não se trata de saná-los,
dar-lhes as soluções certas,
mas de perceber, e negá-los,
na vida redescoberta.
São situações apenas
com que lidamos agora,
ou deixamos como cenas
que acontecem na hora,
como parte do momento
em que estamos presentes,
até que, por movimento,
possam ser nossas clientes,
até que negociemos
com elas, num certo prazo,
pois, como bem nós sabemos,
somem num primeiro azo.
O tempo de sobrevida
para tais situações
é como a despedida
em certas reuniões.
Foque sua atenção
no Agora e veja
que não há problemas, não,
só o presente veleja.
O Agora não responde
se há problemas ou não,
a atenção não esconde
o que há nesse clarão.
É possível existir
alguma situação
que você quer definir,
ou aceitar com razão.
Por quê você a transforma
em problema insolúvel,
como se houvesse norma
que lhe torna tão volúvel?
Viver já não é bastante
desafiador, complexo,
tal como é, um constante
vivenciar em reflexo?
Para quê nós precisamos
de problemas adotarmos?
A mente, quando descansamos,
até mesmo ao deitarmos,
adora problemas mil,
gosta de os variar,
como demência senil,
que nunca quer evitar.
O termo "problema" pinta
como "a situação"
que não precisa de tinta,
nem de rápida ação,
mas que, no inconsciente,
transformamos em parcela
do sentido do presente,
eu interior, qual vela.
É um fardo tão pesado
que o sentido da vida,
do Ser, fica mais de lado,
por coisa tão descabida.
Ou, então, da mente vêm
inúmeros objetivos
e desejos que convêm
no futuro, sucessivos,
ao invés de atendermos
ao que podemos fazer
agora, e em bons termos,
bem presentes, bem no Ser.
Quando problema criamos,
criamos o sofrimento.
É preciso, decidamos,
a partir deste momento,
nenhum problema criar,
ficar livre do sofrer.
Escolha elementar,
mas radical, a fazer.
Ninguém tal escolha faz,
a não ser quando tomado
por sofrimento tenaz,
que o deixa sufocado.
E não se leva adiante
tal decisão radical,
sem a comunhão constante
com o Agora leal.
Se de problemas isento,
sofrimento não virá.
Também, por desdobramento,
seu próximo não terá.
E dessa tão negativa
criação de empecilhos
fica livre o planeta.
Sua vida, já nos trilhos,
com seu eu interior,
irradia par" o mundo
somente paz e amor,
deste eu bem mais profundo.
Clic"ali===>>>Dez
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