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Poesias-->Velhice retardada -- 03/09/2003 - 12:04 (Elpídio de Toledo) |
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Clic"ali,oh:===>>>Quase que lancei...
Presença é consciência
pura, a recuperada
da mente — a afluência
da forma, mui variada.
O corpo interior
é a nossa ligação
com nosso melhor mentor,
a Fonte da emanação
da consciência, qual luz
do sol.; é o maior gesto,
mais fundo, que nos conduz
ao sagrado Não Manifesto.
Perceber tal ligação
resgata suas origens,
Fonte da emanação,
onde não há mais vertigens.
O Não Manifesto tenta,
com uma só negativa,
expressar a mais portenta
força, Consciência Viva,
Aquilo, que nunca pode
ser falado, ser pensado,
por mais que a mente rode,
o nunca imaginado.
Pr"o que é Ele aponta,
quando diz o que não é.
Veja que Ele apronta
caminho pra sua fé,
pois o Ser é positivo,
mas indica o caminho,
assim como o negativo,
pra voltar ao mesmo ninho.
Ambos, apenas, indicam,
são letreiros em um poste.
Há os que os modificam.;
faça o que você goste.
— Quem é que faz o resgate
da consciência mais pura?
Que é que faz seu desate
da mente, da formatura?
— Você. Mas, como essência,
além da forma que tem,
cada um é consciência,
podemos dizer, também,
que é ela que resgata
a si mesma, despertando
da ilusão mais inata
da forma, desencantando.
A forma não se desfaz
numa explosão de luz,
você ainda a traz,
mas você logo deduz
que algo a mais existe,
algo sem fim e sem forma,
dentro de você persiste,
e livre de qualquer norma.
Sentir é que aproxima,
muito mais do que pensar,
da verdadeira rima
quando se vai poetar,
falar sobre o real
que, no fundo, você sabe.;
não falo do surreal,
apenas, do que lhe cabe.
Quando um determinado
estágio já atingimos
de conexão, avançado,
a verdade que ouvimos
é logo reconhecida.
Por isso, nós insistimos
na prática decidida
de notar o que sentimos,
de o corpo percebermos,
o que vai fazer surgir,
com abandono dos termos,
o que vai nos reluzir.
Durante esse estágio,
pro campo físico vem
um benefício sem ágio,
em mil você ganha cem.
A velhice se retarda,
quando o eu é percebido.
O corpo de fora, farda,
é muito desprevenido,
murcha, vai envelhecendo,
com uma pressa incrível,
mas o de dentro não sendo
matéria — é invisível —
do tempo independente,
pode até ser sentido
muito mais profundamente,
e ser mais desenvolvido.
Se oitenta você tem,
seu campo de energia
do eu interior vem
com o dobro, e sacia
sua sede de vibrar,
de querer sentir-se vivo,
bastando se habituar,
de modo bem incisivo,
a ficar no eu, presente.
Passe do corpo de fora,
corpo exterior, preso
pela mente, pro Agora,
corpo de dentro, defeso.;
o seu corpo indefeso,
o de fora, fica leve,
mais claro, menos teso.;
e se transforma mui breve,
pois, mais consciência tendo
no corpo interior,
a ilusão vai cedendo
na matéria em redor.
Se nos identificamos
com o corpo interior,
mais que com o exterior,
e se normal tornamos
nosso modo de presença,
em completa consciência,
com tempo não há avença,
já não há interferência.;
em nossa psique, nas células,
o corpo não acumula
mais o tempo, qual libélulas
que um rio estimula.
O tempo acumulado,
um psicológico fardo
do futuro, do passado,
provoca maior retardo
na auto-renovação
dos tecidos animais,
de células que são,
até epiteliais.
Assim, o corpo interno,
estando mais ocupado,
demora mais o inverno
a chegar no seu costado.
E, mesmo encanecido,
sua essência eterna
brilhará no parecido,
nos olhos, no pé, na perna,
em qualquer parte de fora.
Ficará mais jovial,
por estar com o Agora,
bem no seu ponto vernal.
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