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Poesias-->Perdão -- 21/03/2004 - 22:05 (Elpídio de Toledo) |
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Clic"ali,oh:=>>>Sem desdém
Se a amada morreu,
ou se a hora sentimos
de dizer "Agora, eu!",
ficamos sérios, não rimos.
Ninguém se sente feliz
com isso, é impossível.
Pode haver um chafariz
de lágrimas neste nível,
pode ter muita tristeza,
mas, se deixarmos fluir
esse mal na profundeza,
a paz em nós vai surgir.
Percebemos, com firmeza,
serenidade profunda,
por baixo dessa tristeza,
uma calma nos inunda,
uma presença sagrada,
por emanação do Ser,
paz interna almejada,
sem opositores ter.
— E se for uma questão
que eu possa enfrentar,
mesmo dando permissão
pra ela se escoar,
como posso nessa hora
modificá-la a gosto?
Fico lá, ou vou embora
procurar novo encosto?
— Faça o que você tem
de fazer, e ao fazer,
aceite isso, também,
é o que tem para ser.
Se mente e resistência
pra nós são coisas iguais,
aceitar a ocorrência
nos liberta dos seus ais,
e nos religa ao Ser.
E disso tudo resulta
que o que costuma ter
— o ego — que nos insulta
com seu modo de "agir",
— pondo-nos medo, cobiça,
defesa, meios pra fingir —
mais fogo ele não tiça
pra cozer no caldeirão
um alimento nocivo,
e dar mais satisfação
ao falso eu, não mais vivo.
Leia antes===>>>> Perdoo-me
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