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Poesias-->Purgatório -- 16/06/2004 - 20:48 (Clodoaldo Turcato) |
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O que mais dói
Não é a dor em si
Pois toda a dor oscila
Acalma e acentua
Normalmente converte em alerta
Mais crível que qualquer dor
É a causa desta dor
Pois convenhamos, para tudo
Tudo mesmo, toda dor
Existirá uma causa
A dor não surge de um nada
Por nada ou para nada
Sempre haverá um por que
Esperado ou inesperado
Estimulando-a, rompendo seu silêncio
Fazendo-a surgir aos berros
Alguns contidos, outros escandalosos
Mascarados em sorrisos ou em lágrimas
Em silêncio, num canto por entre as mãos
Mas qual vivente teria tido em vida
O privilégio de nunca senti-la?
Por certo ninguém passará impune
Porém imaginemos, por um momento
Por mais absurdo que pareça
A existência de um ser assim
Imune dessa companheira
- Retenha esta visão impossível
Então constatarás que um dia, esta Maria
Olhará ao seu redor
E não conterá seu pranto
Pois se verá cercado
Por todas as nossas dores
E o pranto se juntará
Ao grande Oceano de lágrimas
Que é a nossa vida
Longe das histerias infantis
Nos revelará que o grande purgatório
Tão mentido e temido pelos católicos
É aqui, hoje, amanhã.... até o fim
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