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Poesias-->O ÚNICO SER QUE VERDADEIRAMENTE AMO -- 20/07/2004 - 08:28 (J. B. Xavier) |
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O ÚNICO SER QUE VERDADEIRAMENTE AMO
J.B.Xavier
Nada restou...
Nenhum toque de magia
Aflora da voz da pele, suplicante
Pela alforria de permanecer amante...
Nenhum encantamento,
Será jamais trazido pelo vento
Como os antigos reflexos
Que ele derramava em teus cabelos...
Nenhum som, sequer o do mar
A lamber teus pés na mágica praia onde caminhávamos...
Silêncios...
Profundos silêncios...
Nada ecoa nas galerias de tua alma...
Nada brilha nesse sacrário profanado...
E já não te tenho ao meu lado
Em sorrisos misturando-se aos meus lábios,
Em carícias
Em malícias e sublimes promessas de amor...
Não há sequer resquícios
Do amor que nos uniu,
Apenas indícios
Do que foi um dia um grande sonho...
Teus olhos já não são espelhos
Refletindo minha alma,
Já não me dizem mais de eternidades...
Tuas mãos, geladas, são agora,
Mensageiras de indiferenças,
E já não buscam as minhas
Nas promessas que um dia entrelaçou nossos destinos...
Já não és mais a doçura
Por quem me apaixonei...
Mas és, e serás para sempre
A coluna central de minha vida,
O meridiano desse mapa inverossímil
Que dividiu minha existência
Entre teu amor e o vazio,
Entre teu calor e o frio do inverno sem ti...
Entre a ponte e esse abismo em que caí...
Entre o grito e o eco, quando te chamo...
És o único ser que verdadeiramente amo...
* * *
Fale com o autor:
jbxavier@multipremium.com.br
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