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Poesias-->POLYANNA -- 08/11/2000 - 11:09 (Cristal) |
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POLYANNA
IMÓVEL E QUIETA,
É BRANCA IGUAL A UMA BONECA,
PENSA DEVAGAR E FALA BAIXO,
SEUS PENSAMENTOS DISTANTES,
DA MODERNIDADE QUE CHEGA RÁPIDO.
POLYANNA
SEUS GESTOS SÃO POLIDOS,
SEUS SENTIMENTOS INTOCADOS,
DE TÃO BONITA A MENINA,
NÃO ARRUMA NAMORADO.
POLYANNA
SUAS ROUPAS CHEIRAM SACHÊT,
SEU CABELO É DE RAPUNZEL,
POLYANNA PORQUE VOCÊ NÃO ME CONTA,
QUE NO LUGAR DO SEU SANGUE CORRE MEL.
POLYANNA
SE EU FOSSE VOCÊ,
NÃO DESCERIA DA ESCADA DO SEU PRÉDIO,
PORQUE O MUNDO AQUI EM BAIXO,
É MUITO MAIS TRISTE QUE O SEU TÉDIO.
POLYANNA
SE EU SOUBESSE EU TE EMPALHAVA,
PARA MOSTRAR PARA TODO MUNDO,
A MENINA QUE EU CONHECI
QUE É IGUAL A DO MEU PAPEL DE CARTA.
POLYANNA
SEU ROSTO É DE PORCELANA,
SUA PINTURA É NATURAL,
SEUS PENSAMENTOS VOAM DISTRAÍDOS,
DE QUALQUER LUGAR REAL.
POLYANNA
VOCÊ TEM ROUPAS TÃO SINGELAS,
EDUCAÇÃO MELHOR QUE DE NOVELA,
SÓ DEPOIS QUE CONCHECI POLYANNA,
PERCEBI COMO A BELEZA SE REVELA.
POLYANNA
SUA VIDA SEM SENTIDO,
MAS VOCÊ NÃO PRECISA DE SENTIDO PARA ELA,
SUA INOCÊNCIA, SUA PAZ
É A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DELA.
Retirado de:
Maior de dezoito,Menor de Vinte e Um -1993/1994-
Geórgia M. Neddermeyer
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