Ainda sinto dor, a indomável e matadora "dor de amor", mas percebo que cometi um grave erro ao escrever em "Amor tatuagem" – Parte II a seguinte frase:
" Estava tatuado neste dia a minha primeira "dor de amor" ".
Digo isto porque na minha concepção, a palavra tatuagem obteve um sentido muito forte nesta frase, a qual escrevi. Quem a lê pode entender que esta dor nunca acabará, mas em nenhum momento quis dizer isto. É claro que sofro, mas a cada dia que passa percebo que o sofrimento vai diminuindo. Na realidade, o que ficará tatuado serão os bons e maus momentos vividos, a partir de agora, por mim considerados, "resquícios de uma relação fracassada". Momentos já não existem mais.
Nem sei o porquê de estar explicando para mim mesma o feroz sentido causado pela palavra tatuagem. Se assim escrevi é porque sentia que a dor nunca pudesse acabar. Talvez seja isto, ou talvez não. Só eu saberei, mas por enquanto tento esquecer.
Eu não quero que isto continue, ou seja, não terá a Parte IV. E sabe por quê? Porque simplesmente tento terminar um relacionamento que nem ao menos começou, mas parece que foge de mim. E se já estou ferida interiormente, o que ocorrerá depois que eu terminar com tudo? Entendo que acabou, mas alguém precisa dizer isto claramente.
Este alguém será EU.
Quando isto ocorrer eu lhe digo, mas tenha certeza que não será na Parte IV.
Dedicarei o meu tempo para escrever algo mais crítico e que não seja "uma espécie de diário", isto é, uma mera transcrição de fatos já ocorridos.
Por que escrever sobre "dor de amor", se a maioria das pessoas já sabem o que é? Mais que isto, já a sentiram e para quem ainda não passou por ela, não serão algumas palavras que irão explicar o seu real significado.
Somente o sentimento vivido é a resposta. Resposta que nunca ninguém irá explanar com quaisquer palavras ou frases, por mais poéticas que pareçam ser. Muitos tentam e tentam e tentam. Alguns até pensam ter conseguido realizar tal feito.
Doce ilusão, pois são estes que nunca sofreram a dor que vem do coração.