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Redação-->Um dia de muita satisfação -- 26/02/2003 - 20:53 (BRUNO CALIL FONSECA) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Um dia de muita satisfação
Germano Penalva
Foram poucas horas que passamos no asilo D. Pedro II, porém bons momentos que ficam marcados nas nossas memórias e que nos levam a refletir se muitas das vezes as atitudes que tomamos são corretas ou se agimos sem pensar.
Ao chegarmos no asilo são poucos "jovens" que se abrem, alguns ao decorrer do processo, das conversas, dão alguma palavrinha e outros mostram-se fechados durante toda a visita. São pessoas carentes emocionalmente, pois muitos deles foram abandonados pela própria família ou alguns deles estão ali por falta de opção. Apesar de todas as insatisfações são pessoas de alto potencial e que possuem alta estima. É muito interessante bater um papo com os velhinhos, pois assim ficamos sabendo quem foram eles, onde trabalharam, do que gostam de fazer e quais são os planos para o futuro. E é aí que está o importante da vida: nunca parar de sonhar.
É muito gratificante poder ver estampado no rosto de muitos velhinhos um sorriso de quero mais, o mínimo que fazemos eles retribuem com um abraço, sorriso, aperto de mão ou através do olhar.
Quando estamos diante de uma mesa farta e temos o carinho de nossos familiares é duro pensar que muitas pessoas não têm o que comer, nem um simples abraço e um ato de solidariedade de seus parentes, pois muitas vezes estes familiares dão prioridade a coisas supérfluas do mundo capitalista, onde esquecemos de pensar no próximo e pensar que somos nós que poderíamos estar no lugar deles. É aquela velha história do beija-flor, que de pouquinho ele tentava ajudar a apagar o fogo da floresta. Não conseguia, mas sua parte ele estava fazendo.
Ao conversar com cada velhinho descobrimos uma personalidade e uma trajetória de vida. A dona Zizi veio me falar que adora conversar com pessoas mais jovens, adora dançar, e que era conhecida por onde morava como a rainha da dança. Dona Carmelita adora dançar, me contou que já dançou até a dança do ventre, uma senhora muito comunicativa e com sua auto-estima sonha ainda durante muitos anos e ainda apagará muitas velinhas.
Durante o ano eles arrecadam dinheiro e objetos para fazerem o bazar no final do ano para que possam realizar uma viagem anualmente. Eles já viajaram para Maceió e Sergipe, entre outros lugares.
É importante lembrar que não só são eles que saem ganhando após uma tarde de brincadeiras, entrega de brindes, nós também que desempenhamos algumas atividades aprendemos a lidar com eles, e conhecemos um pouco mais outra realidade. Gostei tanto da visita que já penso em voltar outras vezes e visitar outros asilos e institutos em prol da ajuda solidária.
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