Palácio de Samaria. 861 Ac.
4. Jezabel planeja sacrifício do profeta.
A rainha caminha pelo corredor do palácio até a porta de um dormitório. Através da porta entreaberta, ela observa uma menina que dorme. Jezabel aproxima-se e ajusta carinhosamente o cobertor da jovem.
(JEZABEL)
Minha querida Atália, o poder dos deuses cananeus está contigo. Logo estarás pronta para cumprir a profecia: Em tuas mãos se encerrará o poder jamais concedido a uma mulher!
De volta a seus aposentos, a rainha encontra o rei Akabe deliciando frutas e vinho, deitado sobre a cama. Jezabel senta-se diante do espelho enquanto desfaz o seu penteado.
(JEZABEL)
O avanço de Salmanassar, ao norte, retardou meus planos de capturar o feiticeiro hebreu!
(AKABE)
Que perigo pode representar um mero blasfemador?
(JEZABEL)
Acaso não notaste que a seca perdura por quase um ano em Israel?
(AKABE)
Fugindo de uma estiagem bem maior meus antepassados saíram de suas terras para serem escravizados pelo faraó Amosis.
Através do espelho, Akabe admira a beleza dos ruivos cabelos de sua rainha.
(AKABE)
Minha bela rainha, que devo fazer para tornar o sorriso aos teus lábios?
(JEZABEL)
Reúna seus melhores guerreiros e traga-me o maldito bruxo com vida, para que eu mesma o ofereça em holocausto a Baal-Zebub