Estrebarias do Palácio de Samaria. 861 Ac.
5. Obadias retorna de diligência.
Por entre a arcada da lúgubre estrebaria do palácio, Jezabel acaricia a crina de um corcel negro quando as trombetas alertam para a chegada da comitiva real.
Ao carregarem o fardo de ração e vaso de água, os escravos são interceptados pela rainha.
(JEZABEL)
Retornem aos armazéns, e aguardem as minhas ordens.
A comitiva adentra aos portões do palácio. Exaustos, os soldados desmontam dos animais. Sem hesitação, Jezabel indaga o debilitado Obadias no momento em que desce da carruagem.
(JEZABEL)
Onde está o prisioneiro?
Com resignação, Obadias exclama.
(OBADIAS)
Precisamos de água para nos dessedentar.
(JEZABEL)
Cumpriste minhas ordens, para que seja recompensado o seu mérito.
O Capitão da guarda despeja sobre o assoalho um saco contendo três cabeças decapitadas.
(OBADIAS)
Sacerdotes judeus que pregavam em Mizpa.
O profeta Elias retirou-se de Israel.
(JEZABEL)
Falhaste em tão simples missão?
Jezabel aproxima-se de Obadias e prossegue.
(JEZABEL)
Estais tão velho que não podes capturar um eremita do deserto?
Inesperadamente, Jezabel golpeia a face de Obadias.
(JEZABEL)
Enviarei uma nova patrulha, Akabe a comandará. Por Baal que só retornarão quando encontrarem o maldito bruxo.
A rainha retira-se furiosa, empurrando o rei Akabe que se aproxima.
O que houve Obadias?
(OBADIAS)
A rainha está obcecada pelo profeta, por isso impediu que os escravos nos trouxessem água e comida.
Vendo o estado decrépito de seus soldados, o rei ordena.
(AKABE)
Providenciem suprimentos e água para a tropa!