Só me ouvireis, se fordes da Verdade.
Então, o que vos digo, fará eco no eco dos vossos corações, e sentireis eclodir esse pulsar estrondoso das nossas almas silentes.
(... ouvimos até sem palavras... sem som...)
Se não fordes no entanto, fareis com que o que digo, seja ruminado em tiras de mentiras, e os vossos corações reunidos aos de quem jamais vos separastes, pedirão no vosso tempo, que eu seja crucificado.
O serdes ou não, jamais mudará a Verdade, insubmissa aos sopapos, da perseguição, ou com o aplauso.
Imutável permanece, independente de provas.
Seu silêncio navega acima de todos os gritos das multidões das línguas confundidas, das leis oscilantes entre interpretações e emendas.
Esta que conheço de perto, está mais para o silencio e a quietude, do que para as palavras e os gritos.
E não argumenta, nem tenta fazer com que a Falsidade se mostre arrependida, e se converta.
Sabe que esse artifício, é próprio daquela que no seu angustioso afã, tenta passar-se pela Verdade.
A minha amiga é assim...
... dura, linda, flexível...