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cronicas-->Vou voltar qualquer dia... -- 26/08/2004 - 12:43 (António Torre da Guia) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Francisco José Viegas, um dos meus dilectos escritores hodiernos que considero sem hesitar, na sua habitual opinião à quinta-feira no JN, trata desta feita de "O demónio da pátria", numa espécie de "vê-se-te-avias" sobre as índoles nacionalistas que extravasam ridícula e estupidamente o patriotismo, adulterando por completo o pendor sincero e lúcido dos sentimentos que estabelecem a raiz dos indivíduos à sua naturalidade colectiva.

Logo em enunciado, teclou para o técnico impressor: "Quanto mais pobre é um país, mais nacionalistas se reivindicam os seus cidadãos e mais patrióticos são os discursos das suas instituíções. O nacionalismo, de resto, é um alimento para pobres de espírito, cujo consumo é normalmente incentivado na diversidade das lengalengas..."

E acrescento eu: ... Das lengalengas que sustentam os chefes patriotas em cómoda e fácil manjedoura durante o mais longo espaço de tempo possível.

O Francisco alude à enxurrada bandeirante que inundou o período do Euro-2004 e ao brilhantíssimo actual momento de Francis Obikwelu, o nigeriano naturalizado português que não é cidadão espanhol por mera rajada de vento. Também refere a invejazinha de Figo por causa do todo-brasileiro Deco ter ascendido à selecção portuguesa.

Adiante e desenvolvendo, Viegas refere o facto dos japoneses detestarem ver cidadãos estrangeiros a falar japonês, tão só porque pretendem manter a sua vida a salvo da intervenção de estranhos. No Japão, as autoridades só consentem a naturalização a quem descenda directamente de pai e mãe japoneses.

Bem... Ao ler o Chico-Zé, que termina a considerar o inequívoco contributo dos estrangeiros para incenerar de uma vez por todas "O demónio da pátria", dada a minha decorrente envolvência na escrita, suscitou-se-me de imediato pensar na Usina e no Brasil...

Que bom seria que o Francisco viesse até à Usina escrever uns textos e ao mesmo testar se tem ou não capacidade de vómito para explir em seco o brasilismo zabumba de quem se presume escritor porque tecla chat. Claro, tal como Júlio César, indignado e decepcionado, não demoraria muito a deixar o seu adeusinho: passem todos muito bem que eu vou voltar qualquer dia...

Torre da Guia = Portus Calle

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