Usina de Letras
Usina de Letras
47 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63922 )
Cartas ( 21387)
Contos (13326)
Cordel (10376)
Crônicas (22606)
Discursos (3261)
Ensaios - (10903)
Erótico (13608)
Frases (52456)
Humor (20256)
Infantil (5715)
Infanto Juvenil (5083)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1389)
Poesias (141278)
Redação (3393)
Roteiro de Filme ou Novela (1067)
Teses / Monologos (2447)
Textos Jurídicos (1985)
Textos Religiosos/Sermões (6459)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
cronicas-->Réveillon -- 05/01/2001 - 22:41 (Maria das Graças Lemos Andreatta) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Estava escuro. Muito nevoeiro e uma neblina fria caía às vezes. Durante o dia houvera sol, chuva, tempestade. Agora, sentada frente ao computador ela lia as notícias do mundo depois de dois dias afastada, exilada, mas em festa, num lindo e verde lugarejo do interior.
Fogos espoucavam aqui e ali. A televisão ligada deixava ouvir a retrospectiva das descobertas, mortes, catástrofes. Poucas alegrias foram mostradas e estas eram devidas a alguns célebres mortos e, sempre, em forma de caridade para com a miséria alheia.De vez em quando parava de navegar para se perguntar se não havia alegria pura, aquela que emana e jorra por si só.
Entrou numa "sala" com uma senha ridícula. Solitários papeavam ridiculamente identificados: uns procurando uma paquera de mentira, outros expondo suas verdades para alguém que nunca conheceria e outros ainda mentindo um amor virtual.
O réveillon acontecia no mundo. Fez uma peqena prece, colocou uma mensagem para os internautas.
Todos se despediam mesmo que alguns teimassem em ficar mais um pouco. Mas a sala à meia noite também ficou vazia.
Olhou pela janela o nevoeiro denso entrevendo borrões de clarões dos fogos ao longe. Pensou em todos que amava, tentou outras salas... vazias, desligou a máquina, colocou um disco, trancou a porta, percorreu o corredor de sua vida, cruzou o umbral do milênio... dormiu.
Graça Andreatta em 01-01-2001
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui