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cronicas-->A PRIMEIRA VEZ -- 10/07/2001 - 00:45 (J. B. Xavier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A PRIMEIRA VEZ
J.B.Xavier

Sou uma garota bem moderninha, tenho 16 aninhos e um corpinho que põe loucos todos os garotos do bairro. Mas, na hora do "vamos ver" eu "afino", dou uma desculpa e nunca consigo ir em frente. Mas, desta vez vai ser diferente. Prometi isso a mim mesma. Bom, ele chegou-se para mim calmo e com um sorriso cálido nos lábios. Sob aquele olhar enigmático, fui me reclinando automaticamente, enquanto meus músculos se contraíam. Ainda tentei afastá-lo enquanto pensava numa desculpa, mas ele insistiu, aproximando-se cada vez mais. Delicadamente, perguntou se eu estava com medo. Claro, sacudi a cabeça negativamente e deixei-o ir em frente. Ele tem muita experiência, e aos poucos estava apalpando-me nos pontos certos e o toque de seus dedos faziam-me estremecer. Meu corpo ficou tenso, mas ele fez tudo de maneira muito gentil, como tinha prometido. Então senti que algo muito especial iria acontecer. Ele olhou no fundo dos meus olhos e pediu que confiasse nele. Disse-me que fizera isso muitas vezes, e, portanto, sabia que iria dar tudo certo. O sorriso dele fez com que eu relaxasse e me abrisse ainda mais, para facilitar as coisas. Uma certa ansiedade foi tomando conta de mim, e numa agonia sem fim, pedi que ele fosse mais rápido. Ele sequer me ouviu, e continuou trabalhando lentamente, cuidando para que eu não sentisse dor. À medida que foi forçando, pedia que eu me abrisse mais e mais, até que comecei a sentir minhas mucosas cedendo, cansadas de resistir...
Então a dor começou a se espalhar pelo meu corpo e comecei a sentir um leve sangramento. Ele me olhou preocupado e perguntou se estava doendo muito. Meus olhos teimavam em não deixar cair a lágrima rebelde, mas sacudi a cabeça e dei o sinal verde para que ele continuasse. Ele vacilou diante do meu sofrimento, mas insisti que fosse em frente. Então ele começou a fazer movimentos ritmados de um lado para o outro, mas eu estava entorpecida demais para senti-los. Finalmente, após algum tempo, senti que algo se rompera dentro de mim. Ele parou instantaneamente seus movimentos e ficou me observando com atenção. Eu estava ofegante e aliviada por aquilo ter terminado. Ele me olhou com um sorriso caloroso e me disse que eu fui a mais difícil, e a que exigiu mais de suas habilidades especiais. Eu apenas sorri levemente, e agradeci ao dentista. Passei bem pela experiência de arrancar um dente pela primeira vez!

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