Bati o meu coração a amar, de minuto em minuto,
Tão demente. Ao doce sabor amargo da paixão,
q de tão intenso aos meus olhos sangram;
o amo. Minha lucidez já se foi não sei para onde.
Vida do platónico amor, púrpuro sangrento é o ocaso.
A noite parece matar a luz do dia...
Bati o meu coração a amar, de minuto em minuto.
Um breu aos meus olhos caem...
E se espalha. Dessa vez a lua nao surge
dando brilho ao horizonte mudo.
Bati o meu coração a amar, de minuto em minuto.
E meu corpo, pálido, embebido,
como o decomposto corpo de um morto,
ao rio, antes calmo e belo, agita...
indo talvez mais fundo q "Ismália" de Alphonsus...
Mesmo assim meu coração ainda bati.