---- Quem bem sabe da arte de deslisar a toda a tecla, após ter exaurido uma pequena montanha de papel à pena, conhece e sente a inóspita clausura aonde a estultícia ignorante e inexperiente, que se presume pavão letrado, tem por uso e costume humilhar a literatura, depauperando-a e tentando amachucá-la nas fauces, como se fosse possível aguentar um cràneo óco sustentado em pescoço a rodar de estupidez. Mal dão por isso, quando a suposta vítima lhes escapa pela nesga da referência indesmentível, intentam desde logo inverter o contexto à situação, engalfinhando-se tal e qual felinos náufragos no próprio afogamento.
---- Aqui na Usina, polvilhada de alguns largos chatistas, que eu designo por brincalhões de paleio mal medido e equívoco, usa-se muito a descarga imediata sobre o texto facial; isto é: o escrito depara-se, ignora-se-lhe a provável sequência e inserção e zás, toca de borrar com borrada - línguado manjado - o dorso do camelo que é mais do que capaz de montá-los no imenso deserto miolar aonde escouceiam.
---- Alguns não gostam, pois não?
---- Desgosto e gosto eu!