O Zé?! Está acolá... Mas foi-se mesmo embora. Ter-nos-Ã levado todos no pensamento? Para onde? Onde é esse lugar de intenso temor, onde? Esse lugar que, quando era menino, eu teimava tanto em descobrir?...
Frio esplêndido! Sob este paradoxal dilema, é assim que Lisboa está. O Tejo - vio-o há pouco - serenamente, corre revoltado. Vi-lhe a pele revolver-se ondulada de crispação, mas também vi que se domina tranquílo e ciente de que vai sempre chegando à imensidade onde repousa o nosso inafundável Titanic.
Neste cyber-café, pleno de jovens, só dois ou três dão à tecla, mensagens, dar para tirar, dar para contemplar? Não sei nem me interessa. A maioria, de rato em dedo, anda de certeza à procura do gato! Cedo ou tarde irão alternadamente caçar e ser caçados.
Numa das paredes, Disney sorri e Einstein observa luminoso dos olhos. Um conjunto mexicano, numa tela enorme, mexe-se e remexe-se a produzir "La Bamba"... "Eu não sou marinheiro, mas por Ti serei...". Marinheiros? Somos inexorávelmente todos...
Por onde ando?
Palavra acesa: não sei! Só sei que começo a desesperar pelo regresso ao Porto. E se esta sensação me solicitasse se porventura estivesse agora no Rio de Janeiro? Que crónica! Para onde iria eu a seguir?