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Cordel-->POVO TEM QUE SER EXTINTO -- 05/08/2007 - 02:18 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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POVO TEM QUE SER EXTINTO

Há quem diga que o mundo
Seria bem mais feliz
Se o povo se acabasse
Diante de nosso nariz;
Findar-se-iam dilemas,
Não restariam problemas
Nessa nova diretriz.

Com tudo isso que se diz
Só tenho que concordar,
Embora corra o risco
De estar sendo impopular,
Mas nada posso fazer,
A verdade é bom dizer
E não quero me calar.

Povo tem que se danar
Porque se comporta mal,
Só pensa em futebol,
Quando não em carnaval;
Não sabe sequer comer,
Só xixi e cocô fazer
Em escala industrial.

Povo é vulgar e boçal,
Nunca busca o melhor,
Sempre erra ao votar
E não sabe da maior:
O problema ecológico,
Culpa do povo, é lógico,
Já vai de mal a pior.

Quem não conhece de cor
Que nesta terra espremida
O povo se reproduz
Numa proporção suicida?
E a superpopulação,
Como que numa explosão,
Ameaça extinguir a vida.

Já não pode ser contida
A grande expansão urbana,
Pois o povo é sem-vergonha
E acha isso bacana;
Proliferam-se as favelas
E a miséria dentro delas
É por demais desumana.

O crime às drogas se irmana
Em meio à promiscuidade,
Congestiona-se o trânsito
Pelas ruas da cidade,
Boa higiene já não cabe
Porque o povo não sabe
Viver na modernidade.

O povo vai ter saudade
De toda bela paisagem
Que um dia devastou
Porque teve a coragem
De regalar-se em festas,
Destruindo as florestas
E a rica vida selvagem.

É uma grande bobagem
Defender esse povão,
Que germina toda sorte
De prostituta e ladrão;
Com política em desmando,
Não se sabe até quando
Vamos ter povo ou não.

Se ao povo se der a mão,
O braço logo agarra
Porque só quer mordomias
E esbanjar tudo em farra;
Não imita a formiga,
Mas aplaude a cantiga
Da preguiçosa cigarra.

Povo trabalha na marra
E pouco estuda também,
Por isso a economia
Capenga e não vai bem;
Pra melhorar o recinto,
Deve o povo ser extinto,
Pois assim é que convém.

Se um dia ficarmos sem
Esse nosso grande estorvo,
As coisas vão melhorar
E não vou dizer de novo,
Pois devo ficar calado
Pra não ser apedrejado,
Sem dar conta que sou povo.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benegcosta@yahoo.com.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS

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