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Poesias-->Ode -- 24/02/2005 - 01:10 (Marcos Paulo Dalles Monteiro) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Eu, hoje, não estou aqui

Para escrever nada.

Que poderia escrever o verme, das traças, que andam sobre os papéis

Sobre os quais ela pousa suas mãos ?

Sobre os quais ela chora de amor ?

Quem sabe dos pensamentos que a atormentam ?

São dores dilacerando seu espírito,

São sim, reais, reais, como eu e você e as pedras.

Que são meus dias comparados aos dela ?

Aonde vão meus pensamentos de inseto quando ela lança seu olhar terno ao infinito ?

Que são minhas vulgares idéias

Quando às vagas, aos mares, à Lua ela compreende, e, dando-lhes as alvas mãos, sorri ?

Quem sou eu, verme, ponto minoríssimo,

Lançado aos abismos dos meus medos ?

Quem sou eu, pecador vulgaríssimo,

Prostrado à sua presença ?

E ela, pousa seus pés descalçados sobre os dragões,

Enterra-lhes a lança à traquéia,

Raio de sol nesse sinistro escuro que me rodeia !

Vem então, etérea, radiante,

Leva-me consigo ao colo, cobre-me com seu manto de estrelas,

Fala-me palavras doces ao ouvido

Salva-me, ouve, a Vida, sabedoria encarnada, Sophia !

Venha ela, tu, Mãe, salva-me, livra-me de mim.



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