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Cordel-->CHIFRE EXTINTO POR PROCURAÇÃO. -- 31/10/2007 - 08:22 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Dizem quem em nossa vida
para tudo há solução.
Um cara muito chifrudo,
pra perder tal condição,
resolveu tirar o chifre
por meio de procuração.

Quem pode faz leis, decretos,
outros dão procuração,
desta forma pra seus problemas
encontram a solução.
Assim pensando o sujeito
do chifre fez extração.

Se o papa aboliu o limbo
através de um decreto.
Lei aboliu o gerúndio,
de um modo bem correto.
Porque procuração não
livra de um desafeto?

O que passo agora a contar
é real. De fato aconteceu.
Quando um grande vagabundo
o próprio pai comprometeu,
através de procuração
o caso assim se sucedeu.

Eu que pensei ter visto
quase tudo nesse mundo
Mas um caso inusitado
de um sujeito vagabundo,
essa coisa bem tramada
só pode vir do submundo.

O sujeito da história
no primeiro casamento
levava bastante chifre
que só contava de cento.
Mesmo assim separação,
para ele foi sofrimento.

Depois teve uma amante,
por sinal era casada.
Dela também levou chifre,
foi a segunda chifrada.
Juntou-se com outra mulher:
aí era chifre e porrada.

É porém um grande pai
até filhos d´outros cria.
Cuidava sempre da casa
enquanto sua mulher fodia.
Se ela ia pra bebedeira,
só voltava no outro dia.

O pai daquele sujeito,
um viúvo aposentado,
a eles dava guarida:
à família do abestado.
Olhem: o sujeito nem era
com a tal mulher casado.

Cansado de tanto chifre
e vivendo de favor.
Juntos, ele e a mulher
causaram um dissabor;
coisa dos grandes bandidos.
De quem seria professor

Do pai dele conseguiram
uma ampla procuração,
que ao corno dava poder
em tudo meter a mão.
Gastar os seus vencimentos,
e requerer certidão.

Pai funcionário público;
o filho desempregado,
criando menino dos outros
em seu nome registrado.
Filho achou uma maneira
de ficar com ordenado.

Deu um golpe na praça
fez empréstimo e fez despesa.
Deixou o velho sem nada,
triste e sem auto-defesa,
por ter sido enganado
e ser pegue de surpresa.

Que além de ficar sem nada,
seu nome foi pro SERASA.
Não estando ainda contente,
a mulher dele ele casa
com o coitado do pai,
e só agora a coisa vaza.

De corno manso ele passou
fazer do próprio pai corno,
tirando de sua cabeça
botando na do pai o adorno.
Ao casar o pai, do chifre
do filho houve um estorno.

Agora toda a família,
com raiva da situação,
busca de toda maneira
cassar a procuração.
Anular o casamento;
devolver chifre pro irmão.

Que se for denunciando
pode ir para a prisão.
Ser pelos presos comido
se tornar um baitolão.
Uma bicha muito louca;
um tremendo dum chupão.

HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
OUTUBRO/2007






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