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Artigos-->Ciro Dissecado -- 03/08/2002 - 03:38 (Ataíde de Abreu) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Por: Gilberto Vasconcellos



A alternativa Pepsi de Cyrus & Mangaba

PPS, ex-PCB, vulgo Partidão, é hoje o partido que mais cresce. Já recebeu a alcunha de Pepsi. Social Pepsi. É a oportunista gauche láiti, envergonhada de usar a palavra “comunismo” depois da queda do muro de Berlim e da crise gorbachoviana na União Soviética. É o bye, bye, marxismo, a recusa da lógica da classe social e do antagonismo entre capital e trabalho assalariado. Portanto, é preciso dar nó em pingo d’água para saber o que aí designa a palavra “esquerda”. O Pepsi não está nem aí para a soberania nacional. Não é à toa que os tucanos estão debandando em massa do PSDB, a coca-cola na política, para a geléia de direita do Pepsi.



Travestis ideológicos, uni-vos!



Em relação ao quintal brasileiro, o Social Pepsi herda o antinacionalismo do pior partidão que não apoiou o trabalhismo de Getúlio Vargas. Por conseguinte, a catapora Pepsi passa ao largo de qualquer movimento de descolonização econômica e cultural da sociedade brasileira. De resto, para os pajés vaselinas do Pepsi, o imperialismo simplesmente não existe, de modo que no horizonte dessa picaretagem está o boquete alegre no FMI norte-americano. Senador por Pernambuco, Roberto Freire é a madre superiora do Pepsi que sacaneou politicamente o arquiteto Oscar Niemeyer ao injuriar a palavra “comunismo”. Roberto Freire é a Ivete Vargas do antigo PCB, que aliás sempre abriu as pernas no Congresso para tudo o que FHC quis fazer em prol da criminosa desnacionalização do país. Outra star pusilâmine do Pepsi é o pernambucano Fernando Lyra, tancredista feagaceano para quem o significado do golpe de 1964 se reduz ao “autoritarismo”dos militares. Num lapso lamentável do PDT, Fernando Lyra foi vice-canditado na chapa de Leonel Brizola nas eleições presidenciais de 1989. Não teve votos nem sequer em Caruaru, sua cidade natal, ajudando pois a eleger Fernando Collor.



A síndrome da enrabada Caramuru



O professor Roberto Mangabeira Unger é a luz intelectual do Pepsi, trazendo o prestígio da grife Harvard que reforça nosso complexo colonial de inferioridade, aproveitando-se dessa condição acadêmica alienígena ao prescindir do conhecimento e de qualquer admiração pelas vozes e imagens da cultura brasileira, exceto a admiração pelo seu vovô, Otávio Mangabeira, o cacique liberal da UDN baiana que foi exilado nos Estados Unidos durante o Estado Novo. Se tivesse vivido até 1964,ele teria ajudado Golbery a derrubar João Goulart. Roberto Mangabeira traz um dualismo psicocultural dentro d’alma: nos Estados Unidos é Unger, aqui é Mangabeira. Mangaba para os íntimos. Dir-se-ia um coração bléqui and white. Ritmo pendular à maneira de Joaquim Nabuco, esquizofrenizado entre a razão e o sentimento. De quando em vez tirando férias de Harvard, Mangabeira Unger incursiona como diletante na vida política brasileira. Começou no PMDB do doutor Ulisses, foi candidato a deputado federal pelo PDT brizolista. Não se elegeu no Rio de Janeiro. Não quis entrar no PT. Ou não foi convidado. Escreveu o livro Alternativa Transformadora, sua opus magna, na qual rejeita o marxismo, a social-democracia e o liberalismo, em função de sua programática bife com fritas, adaptável a qualquer país. É difícil apontar no pensamento eclético de Mangabeira quais são os seus adversários políticos. Sua alternativa transformadora não é nem reforma, nem revolução. Trata-se de uma paráfrase ou de uma feijoada em que entram centristas, social-democratas, revolucionários, radicais, o diabo. É uma incógnita. Desqualificando a antinomia nacionalismo versus entreguismo, não considera imprescindível romper com a ditadura do dólar, mas esbraveja teatralmente contra a “desonestidade intelectual” de FHC submisso ao FMI e aos banqueiros internacionais.



O príncipe Cariri



Às vezes ele dá a impressão de ser um Richelieu, ou um pastor protestante à procura de um príncipe para assoprar-lhe as novidades políticas. Convencido de que não é a cavalo de Lula ou de Brizola que chegará ao poder, Mangabeira Unger descobriu em Cyrus Gomez sua Penélope, provocando-lhe um súbito estalo intelectual à Vieira, fazendo de seu queridinho discípulo co-autor de um opúsculo político escrito na varanda de Harvard, com objetivo de afastar de Cyrus Gomez o estigma de um ex-jovem pop da Arena parecido com o estilo anacoluto de Fernando Collor.



A UDN de Harvard



Nesta viagem do mistagogo Mangabeira com Cyrus Gomez, o compadre lá no Ceará do videoplutocrata Tasso Jereissati e o amigo íntimo do coronel baiano ACM, o risco é converter sua alternativa transformadora em alternativa enganadora. O alter ego curtido por Cyrus Gomez não é o sibarita Collor, mas sim o narciso FHC, de quem segurou as pontas durante a impostura implantada com o sinistro Plano Real. Com o apoio da Fiesp, da Veja e da Rede Globo, o candidato Cyrus Gomez, a apostasia fabricada do PSDB feagaceano, terá de jogar pela janela o que sobrar de indignação ética do professor Mangabeira Unger diante da miséria da pátria e da capitulação intelectual. Entrevistado na televisão pela patotinha Roda Viva, Cyrus Gomez declarou na maior cara-de-pau, despertando olho gordo nos intelectuais durangos e ressentidos que não conseguiram estudar em Harvard sob a orientação do doutor Unger, ter faturado no mês de setembro 30.000 reais dando conferências sobre a obra completa do sociólogo FHC.









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