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Cordel-->CORDEL A PARTIR DE GLOSAS -- 21/01/2009 - 20:33 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
.
CORDEL A PARTIR DE GLOSAS*

Um poeta eu vou glosar
Que ele seja bem-vindo,
É o que digo a Manezinho
Que de longe vem sorrindo,
Vou glosar os versos seus
Para criar outros meus
E com respeito intervindo.


-----x-----

Manezinho de Icó – Apresentação.

Venho aqui me apresentar
sou poeta e cordelista
nasci no Icó, Ceará
no tempo a perder de vista
eu acabei de chegar
vim aqui para somar
e fazer parte da lista.

Do galo eu tenho a crista
do leão tenho um canino
do elefante a força
e o coração de menino
ligeiro que nem preá
o canto do sabiá
e pro cordel tenho tino.

Descasco logo o pepino
e mastigo a malagueta
eu como a manga com casca
não gosto de quem faz treta
não descasco abacaxi
sapo não vou engolir
chupo limão sem careta.

Eu posso ser um cometa
ou a luz da lua cheia
a manhã ensolarada
ou o sol de três e meia
a brisa fresca do mar
ou mesmo me transformar
na coisa mais chata e feia.

Da aranha sou a teia
da cobra sou o veneno
eu sou a mesma pessoa
que a pessoa do pequeno
posso ser a tempestade
poço cheio de bondade
querendo sou muito ameno.

Pra bode nunca dou feno,
só pra galinha dou milho
não uso DNA
pra reconhecer um filho
comigo bateu levou,
mas nunca guardo rancor
eu tenho meu próprio brilho.

Não destrato nem humilho
aprendi com minha vó
respeito é bom e eu gosto
não gosto é de tro-lo-ló
se o cara pisa na bola
eu logo entro de sola
sou Manezinho de Icó

Manezinho de Icó

-----x-----

GLOSANDO DE MANEZINHO

“Venho aqui me apresentar”
Seja bem-vindo Mané
Quem sabe um dia desses
Juntos tomemos café
Pra botar a prosa em dia
Comentando poesia
Sem esquecer da muié.

“Do galo eu tenho a crista”
Tal como tu sou assim
A muié é bicho bão
Sobre grama ou capim
Só dispenso o boiola
Ao viado nem dou esmola
Quero-o distante de mim.

“Descasco logo o pepino”
Porém não gosto de nabo
Uvas eu chupo bastante
Pela maçã até babo
O abacaxi eu descasco
Mas sua coroa eu tasco
Na bunda de um gay brabo.

“Eu posso ser um cometa”
No entanto não faço fita
Nem deixo rabo pra trás
Mas monto até em cabrita
Se me faltar o jumento
Para buscar o alento
Junto à Maria Bonita.

“Da aranha sou a teia”
Na colméia sou zangão
Roubo o mel das abelhas
A mais doce refeição
Que me deixa dorminhoco
Mas só cochilo um pouco
E já acordo com tesão.

“Pra bode nunca dou feno”
Puxo o rabo e a barba dele
Só admiro a algazarra
Que sabe fazer só ele
Com pinote e bodejada
Paparica a cabritada
E o perfume está só nele.

“Não destrato nem humilho”
Tudo o que devo eu quito
Admiro as borboletas
Naquele voar bonito
Das abelhas chupo o mel
Para adocicar o fel
Da vida de um Benedito.

*Como o leitor pode constatar,
os versos entre aspas são glosas
do Cordel de Manezinho de Icó.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benegcosta@yahoo.com.br
DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS

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Manezinho de Icó se apresentando

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