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Cordel-->GAÚCHO GALO DE RINHA -- 26/04/2009 - 11:36 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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GAÚCHO GALO DE RINHA

I

Certo é que o galo de rinha
Já luta dentro do ovo
Sonhando um mundo novo
Que bem conhece a galinha
Mas ele logo adivinha
O enfrentamento à brigada
No meio da pintarada
Com asas e pés ciscando
Como já se preparando
Para uma vida guerreada.

II

No terreiro acompanhando
A mãe galinha que o chama
Pra bicar e comer grama
Pinto começa ciscando
E os seus irmãos imitando
Com o quais vai disputar
A minhoca a rebolar
Que se enfia num buraco
Deixando o pinto sem saco
Pra começar a brigar.

III

Diz a lenda que a ninhada
Dos pintainhos de rinha
Esquecendo a mãe galinha
Depois que uma chuvarada
Apanha-os de emboscada
E os deixa descoloridos
Ficam eles aguerridos
Porque se acham molhados
Da cor da lama sujados
E sem ser reconhecidos.

IV

Tem início a primeira intriga
Entre os pintados irmãos
Botando os pés pelas mãos
E a estranheza vira briga
Pois é uma questão antiga
De instinto dos animais
Com os humanos iguais
Sem nenhuma diferença
A não ser só pela crença
Que os faz irmãos e rivais.

V

Só que a luta dos pintos
Na fria e primeira guerra
Com uma bicada se encerra
Da mãe galinha nos quintos
Que detém os maus instintos
Daquele clima guerreiro
Cisca e dança no terreiro
Donde advém o alimento
Pra pintaiada o sustento
Durante um dia inteiro.

VI

Qualquer galo tem espora
Seja ou não galo de rinha
Ele protege a galinha
Porém não só uma adora
Pois sendo macho namora
Um bando de galinhadas
Que ele deixa aninhadas
No terreiro e ali afora
Assim deixando por ora
Lições a nós ensinadas.

VII

Eu já vi brigas de galos
Dos mais fortes e briguentos
Só tenho arrependimentos
Doendo hoje em meus calos
De esporadas ouvi estalos
Que da memória os repuxo
Se assisti não foi por luxo
À horrenda briga de azar
Consolou-me ao comparar
Como se briga um gaúcho.

VIII

Rio Grande do Sul é o cravo
No peito de um brasileiro
Naquele Estado altaneiro
Ninguém jamais foi escravo
Por ser o gaúcho um bravo
Rio Grande não é uma ilha
E hoje é parte da família
Porque brigaram bastante
Por nosso Brasil Gigante
O farrapo e o farroupilha.

IX

Se agora o Brasil avança
Deve muito ao Rio Grande
Do povo bravo que expande
Com muita fé e esperança
Lutador desde criança
Desafia e vence a intriga
Trova e dança na cantiga
Vaneirão Xote ou Axé
Porquanto o gaúcho é
Galo bravo e bom de briga.

X

Foi estudando a cartilha
Que fiz uma descoberta:
Ao frio uma roída coberta
Cobriu toda uma família
Na guerra de farroupilha
E foi graças ao gaúcho
A quem versejo com luxo
Por ter lutado sem pausa
Pra defender uma causa
Estourando seu cartucho.

XI

Maragato ou Ximango
Nunca quis ser entreguista
Foi sempre integralista
Quem era pinto e foi frango
Preferiu o xote ao tango
Bicou esporeou e fez calo
Não se esmoreceu no abalo
Qual farrapo ou farroupilha
E pra unificar a família
Viveu e morreu como galo

XII

Entendo porque o gaúcho
Não larga sua bombacha
A história nela se acha
No furo de algum cartucho
Pois a ele deu-se o luxo
De brigar esfarrapado
Lutou sem ser derrotado
Pelo seu torrão azul
Pra ver Rio Grande do Sul
Ser do Brasil um Estado.

Benedito Generoso da Costa
Enviado por Benedito Generoso da Costa em 20/11/2015
Reeditado em 21/11/2015
Código do texto: T5455766
Classificação de conteúdo: seguro
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Você deve citar a autoria de Benedito Generoso da Costa e sua página literária:http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=92945 ). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


{Porque lutaram sem pausa
Cada qual por sua causa
O Farrapo e o farroupilha}.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
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