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Cordel-->SANTO PADRE PAPA BENTO -- 02/05/2009 - 01:19 (Benedito Generoso da Costa) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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SANTO PADRE PAPA BENTO

PRÓLOGO

Vis-à-vis eu vi um dia
Um cego segando esmola
Com um sabre na sacola
E um revólver de arrelia
Ele era um cego que via
Uma agulha no areão
Dedilhava o seu violão
Cantarolando ao vento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

I

Este mundo está danado
Já vaticinou o profeta
Pondero-me como poeta
Neste cordel cancionado
Para atender ao chamado
Que me vem do coração
Na voz da Deusa Razão
Rainha do entendimento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

II

Pois o povo é peregrino
E um pouco periclitante
Católico ou protestante
Partilha um triste destino
Do gado cáprio ou bovino
Sob a guasca e o ferrão
Do padre ou pastor peão
Deixando rastro sangrento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

III

Um Tsunami assombrou
Em um passado recente
Na Ásia uma santa gente
Que rezava e se danou
Toda a paisagem mudou
Num inferno de assolação
Levando a população
Ao céu do esquecimento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

IV

Caso a crise financeira
Crie o caos no mundo todo
De nada adianta engodo
Pois a traça é traiçoeira
Corrói sem saciar coceira
O travesseiro e o colchão
Deixando o pobre no chão
Assustado e sem sustento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

V

O santo senhor nos valha
Com seu socorro urgente
Pede o pobre piamente
Da Suíça ou da Somália
Quiçá da sofrida Itália
Um país pio e azarão
Lá o terremoto em ação
Vai e vem no seu tormento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

VI

Já surge a gripe suína
Num pânico mundo afora
Pra sujar quem ri ou chora
Pois o mal não discrimina
E pouco a pouco elimina
Todo humano porcalhão
Que explora o seu irmão
Sorrateiramente e lento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

VII

O aquecimento global
É a flor antes do fruto
Porque o racional bruto
Semeou joio no quintal
E está colhendo afinal
A cizânia grão por grão
Pois do profanado chão
Brota o espinho rebento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

VIII

No mundo o terrorismo
É a bandeira da vingança
Da cor da desesperança
Ressurgindo como um sismo
Pra abalar o imperialismo
E o mando da religião
Da crença e fé no bordão
Do Deus Dinheiro cruento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

IX

Profissionais do sagrado
A fé deles nos espanta
Vendem pó da Terra Santa
A todo crente enganado
Que lhes diz muito obrigado
Pela água do Rio Jordão
Dão até o último tostão
Com grande contentamento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

X

O pai infalível não erra
Num oráculo iracundo
Pedindo paz para o mundo
E amor ao invés de guerra
Mas sempre a gente se ferra
Por falta de teto e pão
Pobre é animal sem ração
Na penúria e ao relento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

EPÍLOGO

O homem pisou na Lua
Que do poeta é amante
Vagando no céu distante
Clareia uma escura rua
E ele a vendo semi-nua
Tem no brilho a inspiração
Do seu poema o refrão
Canta triste num lamento
Santo Padre Papa Bento
Tem do povo compaixão.

BENEDITO GENEROSO DA COSTA
benegcosta@yahoo.com.br
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