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cronicas-->Peladas -- 15/10/2003 - 17:24 (A. Vicente) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Pirralho que se prezava na minha rua batia bola toda tarde. A vizinhaça em peso se juntava no prédio do lado ao meu. Campeonatos com nível de organização para matar a CBF de inveja. Futebol arte. Quer dizer, nem tanto. Sou suspeito para tecer elogios àqueles tempos. Afinal eu também estava no meio da molecada. Mas era futebol, não há do que se duvidar.

Não lembro se foi Sérgio, Bruno ou António quem começou a organizar as partidas. Recordo apenas que, no auge, eram mais de 20 a driblar naquele estacionamento de terra batida. Tinha isso de futebol força não. Não passávamos de sibitos correndo atrás da gorduchinha. Muita correria e gols. Cada um mais bonito que o outro. Tão inesquecíveis que guardo vários deles na memória com o mesmo frescor da época que os registrei.

Mas nem tudo era um mar de flores. Quem perdia uma partida disputada acabava sem o orgulho também. Até o confronto seguinte fluiam rios de gozações. Se as crianças daquela época normalmente já eram cruéis, sob o efeito do esporte bretão se tornam verdadeiros demónios providos de um sadismo verbal suficientemente forte para enrubecer o marquês.

Até que um dia surgiram adversários imbatíveis que nenhuma tática futebolística conseguiu vencer. As meninas, muito melhores que qualquer zagueiro, foram neutralizando os jogadores do nosso time um por um. E ficou apenas um estacionamento vazio, que nem é mais de terra batida, mas que continua lotado de lembranças da época em que eu ainda fazia gols mais bonitos que os do Fantástico.
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