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Cordel-->TIPOS DE CORNO -- 15/05/2010 - 08:16 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Nós vamos listar agora,
Os vários tipos de corno
Que há no Planeta Terra,
Exibindo os seus adornos
Tens os que não se incomodam
E os que querem seu estorno

Que até partem pro suborno.
Mas pela ordem alfabética
Falo dos tipos de corno.
E mostro a sua genética
Numa forma divertida
Também bastante poética.

Estudos da cibernética
Nos falam num Corno Ateu
Chifrudo, não acredita
Que sua mulher alguém comeu.
Pior do que o Corno Atleta
Que levou um chifre e correu.

Atrevido o que se meteu
Na conversa da mulher
Com o próprio Ricardão.
Tem Corno Azulejo até:
Baixinho, quadrado e liso.
Mulher dá a quem vier.

Se vai embora a mulher.
Deixando penca de filho
É o tal Corno Banana
Sem nenhum trocadilho.
Indivíduo desta espécie
Pode chamar bigorrilho.

Tem o que sem perder brilho
Diz vai tomar solução.
Famoso Corno Bateria,
Que vive só de ilusão.
Tem o Corno Bem-te-vi.
Vê mulher com Ricardão,

Dentro dum belo carrão.
Bem, te vi. É só que diz.
Bonzinho empresta mulher
Pro amigos e fica feliz.
O Brahma pensa que é
Número Um, o infeliz.

Só não briga por um triz,
Ao ser de corno chamado:
Esse é o Corno Bravo
Sujeito bem afamado.
Brincalhão no carnaval
Sai de Ricardão fantasiado.

Não entendo, diz, abismado,
O Corno Burro se flagra
Mulher saindo do motel.
A sua dor não é isquiagra. (dor nos quadris)
Na verdade é um chifre
Que a ele muito consagra.

Pra chifre não há rizagra. (instrumento pra extrair dente)
O corno que vive armado,
Esperando o Ricardão,
De Caçador é chamado.
Tem o Corno Camarada,
Que mesmo sendo chifrado

Dá dinheiro emprestado
Para o próprio Ricardão.
Caninha chega embriagado
Pra esquecer da solidão,
Do chifre que a mulher bota
Sem menor contemplação.

Devida à sua paixão
Corno Castiçal, Candeeiro
Leva vela pro Ricardão
Poder chegar no terreiro
Dar beijos na sua mulher
E ele cuidar do herdeiro.

Quem vive todo faceiro
E o Corno Carrapato
Sempre grudado na mulher,
Pra não ter concubinato.
E manter sua cornagem
Sempre no anonimato.

Porém quem não crê no fato,
Pensa que a mulher é santa
É o tal Corno Católico.
Bem pior do que aquele anta,
Chamado Corno Cebola,
Verdadeiro sacripanta

Sua mulher a outro encanta.
O tal Corno Cento e Vinte
Mulher faz sessenta e nove.
É só por esse grande acinte,
Toma uma Cinqüenta e Um.
Já no momento seguinte

Mais um corno sem requinte,
É o tal Corno Churrasco.
Por mulher mete mão no fogo
Mas ela é mesmo um fiasco
Ele trama sua vingança
E vai dar o velho frasco,

Ou se jogar dum penhasco.
Quem leva chifre e se muda
É o Famoso Cigano.
Pra que a coisa não “expluda”,
Ele reza, chora, bebe,
E faz figa com arruda

Pra que um amigo o acuda.
O Cururu ficha inchado
Se a mulher vê com outro,
Com medo deixa de lado.
E com o passar do tempo
Logo fica conformado.

Cuscuz está confirmado
O corno que vê e abafa.
E para afogar as mágoas
Se agarra com a garrafa.
Leva vida libertina
Que parece uma marafa.

Mas da fama não se safa.
Aquele que não parece,
O famoso Denorex.
Dele ninguém se esquece.
Desfila com a mulher,
Também com ela se aquece,

É Descarado e sua messe.
E o Corno Desconfiado,
Procura em casa o Negrão.
O Corno Desinformado
É único que não sabe.
Que está sendo corneado.

Sempre muito informado
Detetive tudo sabe
Sobre a mulher dos outros
Pensa também que não cabe
Na sua cabeça um chifre.
Já o Corno Dinossauro
Antes que tudo desabe

Grita pra mulher, pois sabe
Que o negrão está em casa.
Comendo a sua mulher.
Os dois ‘tão mandando brasa.
E ele grita de bem longe
Antes da Faixa de Gaza.

Quando entra o Negrão vasa.
Porém o Corno Educado
Cumprimenta o Ricardão
De modo desfaçado
Pensa que o povo não sabe
Que ele também é corneado.


HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, MAIO/2010
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