Usina de Letras
Usina de Letras
20 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 62475 )
Cartas ( 21336)
Contos (13274)
Cordel (10453)
Crônicas (22547)
Discursos (3241)
Ensaios - (10470)
Erótico (13578)
Frases (50863)
Humor (20083)
Infantil (5499)
Infanto Juvenil (4821)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1377)
Poesias (140908)
Redação (3323)
Roteiro de Filme ou Novela (1064)
Teses / Monologos (2437)
Textos Jurídicos (1962)
Textos Religiosos/Sermões (6250)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->O cego -- 24/03/2006 - 11:15 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Clic"ali,oh:===>>>NÃO ANULE SEU VOTO!





























O cego



De Georg Heym



05.11.1910



Ele sentou-se atrás de uma cerca.

Lá ele não aborrece com suas lamúrias.

"Olhe para o céu!" Ele está a sós.

E os olhos dele se preparam para olhar.

Os olhos mortos. "Oh, onde está ele, como

é, então, o céu? E onde está o seu azul?

Oh, azul, como é você? Sempre apenas mole e áspero

é o que sente minha mão, porém uma cor nunca.

Nunca a púrpura dos mares. Nunca o ouro

do meio-dia nos campos, nunca o ardor

da labareda, nunca o brilho na pedra preciosa,

nunca os cabelos longos que se enrolam pelos pentes.

Jamais as estrelas. Florestas nunca, nunca a primavera

e suas rosas. Sempre por noite sepulcral

e vermelha escuridão carreguei

horrível abstinência e carência".



Sua cabeça branca ergue-se como um caule de lírio

de magro pescoço. Em sua árida faringe

rola como bola a redonda maçã de Adão.

Os olhos se esboçam na estreita prisão,

um par de botões brancos. Então, o raiar

do claro meio-dia não amedronta os mortos.

O céu se banha com o final de luz

e reflete cores vivas como as da opala.







Georg Heym



Der Blinde



05.11.1910





Man setzt ihn hinter einen Gartenzaun.

Da stört er nicht mit seinen Quälerein.

»Sieh dir den Himmel an!« Er ist allein.

Und seine Augen fangen an zu schaun.

Die toten Augen. »O, wo ist er, wie

Ist denn der Himmel? Und wo ist sein Blau?

O Blau, was bist du? Stets nur weich und rauh

Fühlt meine Hand, doch eine Farbe nie.

Nie Purpurrot der Meere. Nie das Gold

Des Mittags auf den Feldern, nie den Schein

Der Flamme, nie den Glanz im edlen Stein,

Nie langes Haar, das durch die Kämme rollt.

Niemals die Sterne. Wälder nie, nie Lenz

Und seine Rosen. Stets durch Grabesnacht

Und rote Dunkelheit werd ich gebracht

In grauenvollem Fasten und Karenz.«



Sein bleicher Kopf steigt wie ein Lilienschaft

Aus magrem Hals. Auf seinem dürren Schlund

Rollt wie ein Ball des Adamsapfels Rund.

Die Augen quellen aus der engen Haft,

Ein paar von weißen Knöpfen. Denn der Strahl

Des weißen Mittags schreckt die Toten nicht.

Der Himmel taucht in das erloschene Licht

Und spiegelt in dem bleiernen Opal.



Quelle: Projekt Gutenberg- DE











Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui