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Poesias-->Uma farsa -- 13/04/2006 - 22:11 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
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Georg Heym

Uma farsa



Nosso mal é nossa máscara.

Nosso mal é infinito enfado.

Nosso mal é como um extrato de preguiça e de eterna desesperança.

Nosso mal é penúria.

Nosso mal é estarmos encantados com um lugar.

Nosso mal é nunca a sós podermos estar.

Nosso mal é não termos o que fazer, se tivéssemos um, seria somente um.

Nosso mal é desconfiar de nós, dos outros, do conhecimento, da arte.

Nosso mal é falta de seriedade, falsa afabilidade, duplo tormento. Alguém disse para nós: "Você ri tão estranhamente. Saberia esse alguém que esta risada é o reflexo de nosso inferno, o amargo contraste de: "O sábio ri somente quando treme", de Baudelaire?

Nosso mal é a desobediência contra Deus, O que nos criou.

Nosso mal é dizer o oposto do que nós gostaríamos de dizer. Nós temos que fazer nosso próprio sofrer, enquanto observarmos o efeito das expressões dos ouvintes.

Nosso mal é sermos inimigos do silêncio.

Nosso mal é, no fim do mundo, vivermos numa noite, que foi tão sufocante que não pudemos suportar de modo algum a névoa de sua putrefação.

Entusiasmo, grandeza, heroísmo. Mais cedo o mundo às vezes viu as sombras deste Deus ao horizonte. Hoje são teatros de marionetes. A guerra chegou ao mundo e herdou a paz eterna terrivelmente.

Certa vez sonhamos que teríamos um crime desconhecido, inexprimível, a cometer contra nós mesmos. Nós deveríamos ser executados de modo diabólico, quiseram nos perfurar os olhos com um saca-rolhas. Mas escapamos a tempo. E nós fugimos - no coração uma imensa tristeza - uma avenida outonal que adentrava sem fim pelas manchas das nuvens.

Foi esse sonho nosso símbolo?

Nosso mal. Talvez algo pudesse remediar: Amor. Mas deveríamos por fim reconhecer que nós mesmos por amor adoecemos.

Mas, algo existe, é nossa saúde. Três vezes dizemos "Apesar de", três vezes cuspimos nas mãos, como um velho soldado, e então continuamos por nossa estrada, como as núvens dos ventos do oeste, rumo ao desconhecido.



Fonte: Projekt Gutenberg - DE





Georg Heym

Eine Fratze



Unsere Krankheit ist unsere Maske.

Unsere Krankheit ist grenzenlose Langeweile.

Unsere Krankheit ist wie ein Extrakt aus Faulheit und ewiger Unrast.

Unsere Krankheit ist Armut.

Unsere Krankheit ist, an einen Ort gefesselt zu sein.

Unsere Krankheit ist, nie allein sein können.

Unsere Krankheit ist, keinen Beruf zu haben, hätten wir einen, einen zu haben.

Unsere Krankheit ist Mißtrauen gegen uns, gegen andere, gegen das Wissen, gegen die Kunst.

Unsere Krankheit ist Mangel an Ernst, erlogene Heiterkeit, doppelte Qual. Jemand sagte zu uns: Ihr lacht so komisch. Wüßte er, daß dieses Lachen der Abglanz unserer Hölle ist, der bittere Gegensatz des: »Le sage ne rit qu"en tremblant« Baudelaires.

Unsere Krankheit ist der Ungehorsam gegen den Gott, den wir uns selber gesetzt haben.

Unsere Krankheit ist, das Gegenteil dessen zu sagen, was wir möchten. Wir müssen uns selber quälen, indem wir den Eindruck auf den Mienen der Zuhörer beobachten.

Unsere Krankheit ist, Feinde des Schweigens zu sein.

Unsere Krankheit ist, in dem Ende eines Welttages zu leben, in einem Abend, der so stickig ward, daß man den Dunst seiner Fäulnis kaum noch ertragen kann.

Begeisterung, Größe, Heroismus. Früher sah die Welt manchmal die Schatten dieser Götter am Horizont. Heut sind sie Theaterpuppen. Der Krieg ist aus der Welt gekommen, der ewige Friede hat ihn erbärmlich beerbt.

Einmal träumte uns, wir hätten ein unnennbares, uns selbst unbekanntes Verbrechen begangen. Wir sollten auf eine diabolische Art hingerichtet werden, man wollte uns einen Korkzieher in die Augen bohren. Es gelang uns aber noch zu entkommen. Und wir flohen - im Herzen eine ungeheure Traurigkeit - eine herbstliche Allee dahin, die ohne Ende durch die trüben Reviere der Wolken zog.

War dieser Traum unser Symbol?

Unsere Krankheit. Vielleicht könnte sie etwas heilen: Liebe. Aber wir müßten am Ende erkennen, daß wir selbst zur Liebe zu krank wurden.

Aber etwas gibt es, das ist unsere Gesundheit. Dreimal »Trotzdem« zu sagen, dreimal in die Hände zu spucken wie ein alter Soldat, und dann weiter ziehen, unsere Straße fort, Wolken des Westwindes gleich, dem Unbekannten zu.















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