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Contos-->Nomade -- 08/08/2005 - 09:16 (Arthur Nogueira Lazaro) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

NOMADE


“Eu sei que nunca fui um guerreiro. Sei ainda mais que de várias batalhas eu fugi antes mesmo de começarem. Principalmente daquelas onde minha estrada seria determinada. Aquela estrada onde meu futuro seria decidido. Aqueles eram tempos desleais.”

Cobri minhas riquezas com meu egoísmo
E dessas riquezas nada ganhei para mim
A não ser dores de esquecimento e angustia.

Fugi para longe, além daquelas colinas.
De matas fechadas e ar úmido
Unido apenas de minha viola e minha saudade
Que fundiam o melhor de minha depressão
Em cantigas tristes e nostálgicas.

Dias e dias esquecido no meio daquele nada
Aquele nada que fazia dos mesmos dias
Um amontoado de lembranças vagas
Recordações de tempos gloriosos
Recordações de tempos que não voltam mais
Nunca mais.

Um grande império construí.
E um rico reino governei com mão justa
Anos incansáveis a procura de mais
Mais harmonia, mais glória, mais prosperidade.
O povo vivia e sorria sem medos.
Mas o medo morava fora de nossas fronteiras
O medo morava dentro de um castelo
O medo repousava na cabeça que vestia a coroa.

Enquanto o som de batalha era ouvido nos quatro cantos
Um olhar vazio pousava no trono vazio ao lado
Tanta ostentação, tantas glórias e um trono vazio.
Um povo dizimado pela falta de cautela
Eis o sangue cobrindo os olhos fatigados
Eis a minha espada em punho e minha redenção
Eis meu Deus dirigindo a mais ardil empreitada.


Chegaste ao fim tal fatídica caçada em torno de si
Nenhum motivo mais restou para a raiz ali ficar
Tudo tão plenamente arquitetado, tudo tão certo.
E as per menores tão vulgarmente esquecidas.
Não houve glória ou mesmo clarins na vitória
Apenas um silencio incomodo e aterrador.
Perdi meu povo, perdi a rainha que nunca tive.

Renuncias e despedidas melancólicas
No calar da noite, ando no vale das sombras.
Procurando as pistas de uma vida que perdi
Cantando alucinado com elfos e fadas
Canções que havia feito para ti
Liras e cifras encantadas, que fiz para ti.

Procurei dentro de mim mesmo o engrandecer
Procurei e achei dentro de mim mesmo o entardecer
E esqueci de achar tudo o que mais prezo no amanhecer
Você.

“Muitas noites perdi a fio em trabalhos incansáveis e sem sentido. Muitas vezes a paz quis bater em minha porta e entrar e muitas vezes a permissão lhe foi negada. No fim de tudo, apenas me sobrou um vazio eterno e a solidão amiga que me acompanha e me acompanhará até o fim de meus odiosos dias. Será que valeu a pena abrir mão de tanta coisa. Vigio o horizonte sozinho, enquanto o sol que batia em meu jardim se põem atrás das montanhas.”
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