Usina de Letras
Usina de Letras
22 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 62484 )
Cartas ( 21336)
Contos (13274)
Cordel (10453)
Crônicas (22547)
Discursos (3241)
Ensaios - (10471)
Erótico (13578)
Frases (50871)
Humor (20083)
Infantil (5503)
Infanto Juvenil (4822)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1377)
Poesias (140912)
Redação (3323)
Roteiro de Filme ou Novela (1064)
Teses / Monologos (2437)
Textos Jurídicos (1962)
Textos Religiosos/Sermões (6251)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cordel-->DE TUDO VI NA VIDA, MENOS COMER CU A PRESTAÇÃO -- 29/03/2014 - 19:08 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

ESTE CORDEL NÃO É RECOMENDADO PARA MENORES DE DEZOITO ANOS.

 

A palavra do homem tinha
Outrora muito valor.
Não havia promissória,
No tempo do meu avô.
E quando se vendia fiado
E prestava-se favor.

Vendas eram assentadas
Num pedaço de papel,
Na caderneta do fiado
De modo justo e fiel.
Não havia necessidade
De fiador no aluguel.

Não havia o SPC
Nem este tal de Serasa.
Hoje em dia confiança
Não hácute; nem dentro de casa.
Seus compromissos o povo
Se não paga sempre atrasa.

A safadeza é grande.
Que em programa com garota,
No interior do Cearácute;
Numa atitude marota,
Sujeito da sociedade,
Querendo enganar a brota,

Depois de uma trepada,
Como estava sem dinheiro,
Assinou uma promissória.
Mas de modo bem matreiro
Não honrou com compromisso.
Pra cobrar o trapaceiro.

Gata teve que ameaçar.
Ir à loja do safado.
Diante da mulher dele
Cobrar valor combinado.
Mas antes telefonou
Pro sujeito ser poupado.

Pra evitar constrangimento,
Repercussão social,
Safado mandou pagar
Com juro adicional.
Com pedido de desculpas
À gata angelical.

Porque aos domingos ambos
Encontravam-se na missa.
Ele muito sério e ela
Igual a uma clarissa.
Com a esposa do lado
Aí que o desejo atiça.

Ainda aqui no Cearácute;
Fato mais inusitado
Aconteceu com um cabra
Que foi transar com um veado
Depois de perder no jogo
Todo dinheiro apurado.

Saiu da casa de jogo
Ao perder todo dinheiro
Foi esperar um baitola
À sombra de um pinheiro
Querendo ganhar uma grana
Para comer um traseiro.

Quando o baitola surgiu
Foram pra dentro do mato.
E ali debaixo das ácute;rvores,
Mais parecendo dois gatos,
Ficaram bem à vontade
Para concretizar o ato.

Depois de concretizado
Quase vão a vias de fatos.
O baitola estava liso
Não podia pagar no ato.
Travaram boa discussão
E a um acordo sensato

Chegaram quando o baitola
Prometeu pagar a tal conta,
Mesmo naquele momento
Não tendo aquela monta.
Um preço tão absurdo
Que considerou um afronta

Baitola disse pro bofe
Que pagava parcelado.
Dando como garantia
Uns cheques pré-datados.
Fato que mesmo assim
Deixou bofe inconformado.

Mas como não tinha jeito
Para não perder o ganho
O bofe aceitou o negócio.
Senão pagar te arreganho,
Disse o bofe pro baitola
Sem respeitar seu tamanho.


HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, MARÇO/2014
 

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 197Exibido 535 vezesFale com o autor