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Poesias-->POR QUÊ? -- 20/01/2007 - 20:23 (ARY CARLOS MOURA CARDOSO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Ele (juro que vi) agachou,

apanhou uma garrafa,

dessas que descem pelos enxurros de lama.



Não a lavou...

Não a enxugou...



Tirou do bolso esquerdo um papel de embrulho,

enfitou o horizonte...

depois rabiscou um sinal,

e beijou, beijou o troféu num gesto de último adeus.



Tudo parecia vão!



A tarde, banguela, morde-lhe a alma,

dilacera as entranhas.



Sua única mobília

(a garrafa)

foi-se, agora, na fúria das ondas.



Uma estrela, sábia estrela, desce e decifra o escrito:

o mar chora...

o mar se encanta...

mas fica nisso.



E ele, ele prossegue,

se arrasta entre lixos,

(isola-se)

isola-se nos silêncios dos aflitos.





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