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Cordel-->AH! SAUDADE DE PACOTI -- 01/04/2016 - 10:27 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Ah! Saudade de Pacoti



Do tempo dos cambiteiros;



 Do cheiro do mel de cana



Que enchia o povoado inteiro;



 Do café posto a secar



Ao sol nos grandes terreiros.



 



 Das alunas de tamancos



Para o Menezes Pimentel



Dos internos do São Luís



Em fila como em quartel.



Da garapa, rapadura,



Do alfinin e do bom mel.



 



Ah! Saudade de Pacoti



Dos personagens folclóricos.



Do Sítio da Cácute;rmen Freire.



E dos casarões históricos.



Do seu Esmeraldo de Matos



Receitando paregórico.



 



Do senhor Luís Pimenta



Com as suas peças teatrais.



Lácute; do Alto da Matança,



Da família dos Tomaz.



Das tertúlias do Rochinha,



E dos velhos carnavais.



 



Do cine do Claudimiro



O famoso Paraguaçu



Das mocinhas em férias



Na casa da dona Candu.



Do Mané Cego, Berreca,



Papa Lagarta e Bambu.



 



Do senhor Primo Gomes,



No seu jeep, bem devagar.



Do Alto do Bode, dos Fidelis,



E do finado Vavácute;.



Da padaria do Silveira.



Do bar do Aluísio Jucácute;.



 



Dos Dorme-Sujos, Mundola.



Até mandaram derrubar



Casa da Jesus Pimenta



Eo mercado do lugar.



Das professoras Holandas



Do antigo grupo escolar



 



Onde Nilce Gomes Moura



Foi muitos anos diretora.



Da Lilaí, da Duquinha,



Nossas antigas professoras.



Em cima da prefeitura



Tinha velha radiadora



 



Onde todo dia tocavam



Os sucessos do momento,



Vicente Pinheiro botava



Pra nosso deslumbramento.



Da energia seu Malaquias



Tinha o gerenciamento.



 



Dos guardas do DNERU,



Famosos mata-mosquitos.



Do Posto de Pericultura,



Da bodega do Expedito.



Do Raimundo Carne Assada



Apelido bem esquisito.



 



E do Raimundo Fidelis



Chamando-nos de criatura



Da Padaria do Mundola



Bem Perto da prefeitura



Sebastião Bolo Cru



Sempre contando bravura.



 



Tarcísio sem braço era



Levado pela cintura



Para cantar nas bodegas.



Aquela pequena figura.



Que tinha uma voz bonita



E cantava com doçura.



 



Ah! Saudade do Pacoti



E do seu clima ameno.



Quando o rio Pacoti



Corria limpo e sereno,



E para matar caramujo



Nele jogavam veneno.



 



Pacoti dos Bastos, Gomes,



Dos Pimentas e Silveiras,



Dos Jucácute;s, Neponucenos,



Como também das suas freiras,



Assim como dos Titelas,



Do seu Zu e do Oliveira.



 



Do doutor Luís Sampaio



E do sítio do Bitonho,



Do Heitor Ferreira Lima.



Peço não fique tristonho,



Aquele que foi esquecido.



Não quero me alongar muito



E me tornar enfadonho.



 



AH! Saudade de Pacoti



De minha infância querida.



Das brincadeiras juvenis



E do começo da vida.



Guardadas no fundo da alma



No coração adormecidas.



 



HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO



FORTALEZA, ABRIL/2016  


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