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Contos-->A primeira vez -- 28/04/2007 - 22:40 (Antonio Jurandir Pinoti) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A primeira vez






Não, não vou falar a respeito do que o título sugere. Sobre o tema outros já se encarregaram com muito mais conhecimento e profundidade. Porém, se todos se lembram do primeiro ato em si, completo e inesquecível, acho difícil uma pessoa se lembrar das primeiras carícias. Sabe como é, mãos aqui, beijinhos ali, sussurros, coisas que a vida apaga para sempre. Quando muito ficam alguns nomes perdidos na adolescência, e quase sempre no diminutivo ― Soninha, Ritinha, Aninha, e por aí afora.

O camarão, por exemplo. Pobre, lá em Araraquara, só conhecia esse crustáceo da ordem dos decápodes (claro que consultei o Aurélio) por intermédio dos gibis e do cinema. A anatomia real, o cheiro e o sabor do bicho eram um enigma. Com o camarão também houve uma primeira vez. Em Santos. Não me lembro quem foi. Alguém menos tímido e mais curioso do que eu ― disso não tenho dúvida ―, encheu-se de coragem e pediu ao garçom “camarão à paulista”. As carícias primeiras se perderam no passado, mas aquele gosto virgem misturado com alho eu levarei para o céu.

Algum tempo depois, aqui em São Paulo, perto do cemitério da Consolação, passei por outra primeira vez. Um homem parou em frente a uma pequena máquina amarela e introduziu algo numa fenda que o aparelho possuía. Que susto! Não é que a máquina expeliu um pacotinho de dinheiro? A experiência foi pertubadora. Até hoje tremo ao usar um caixa eletrônico. Alguma coisa inocente ainda existe na minha cabeça: “Mãe, imagine uma máquina que solta dinheiro!”

Voltando às carícias, se nem das primeiras eu meu recordo, não vai ser nada fácil me lembrar das atuais. Das atuais?
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