Usina de Letras
Usina de Letras
24 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 62410 )

Cartas ( 21335)

Contos (13272)

Cordel (10452)

Cronicas (22546)

Discursos (3240)

Ensaios - (10450)

Erótico (13578)

Frases (50803)

Humor (20074)

Infantil (5487)

Infanto Juvenil (4811)

Letras de Música (5465)

Peça de Teatro (1377)

Poesias (140872)

Redação (3320)

Roteiro de Filme ou Novela (1064)

Teses / Monologos (2437)

Textos Jurídicos (1962)

Textos Religiosos/Sermões (6235)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cordel-->Recordando Frei Dimão -- 24/11/2022 - 04:53 (Brazílio) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

 

 

 

Cordel-->Frei Dimão admoesta a pecadora -- 08/07/2011 - 13:14 (Brazílio)  Siga o Autor Destaque este autor Envie  Outros Textos
A penitência que te passei 
não foi obra de minha invenção 
confesso-te que até eu penei 
por ser dura a provação 

Nos meus dias de noviciado 
foi que bem eu conheci 
quão insidioso é o pecado 
que quero evitar para ti 

Sei que o mundo moderno 
tem encantos quase sem fim 
mas é para o mundo eterno 
que teu preparo cabe a mim 

Essa é uma dura missão 
que bem sabes recebi 
não se deve jogar pelo chão 
o que com custo já reergui 

Se te recusas ao convento 
iremos atrás doutra saída 
o Salvador tem mais de um cento 
fazendo tudo por nossa vida 

Contudo vejo na clausura 
uma opção mais que ideal 
é a segurança mais segura 
de que não derivas para o mal 

Como então estabelecer 
uma vida que em si te basta 
outra não pode ser 
senão a vida mais casta 

Meu exemplo de castidade 
conforme vês em meus escritos 
são a soma de toda verdade 
de controle dos mais estritos 

E se pensas em baladas 
embalos, funk rock, e pagode 
numa dessas noitadas 
de repente, ninguém te acode 

Por natureza bem manhoso 
além de repugnante e fanfarrão 
de tudo faz e fará o tinhoso 
para levar-te de roldão 

E uma vez em seus braços caída´ 
já terás perdido a razão 
pois afinal quem saberá a saída 
dessa rude rota da perdição? 

Aí então arrependida 
à minha porta baterás 
mas como te oferecer guarida 
se junto a ti anda o Satanás? 

Enquanto é tempo, aproveita 
usa pois tua nobre reflexão 
e, vamos, vem e aceita 
levantar bem o freio de mão 

Os namoros de portão 
são doravante proibidos 
pois dão azo a que o Cão 
lata e dilate em todos sentidos 

Quanto aos embalos da noite 
que conheçam todo o rigor 
e que quem neles se afoite 
de açoite seja merecedor 

E se te sentes tão jovem assim 
afasta-te com a abstinência 
que outra coisa não é pra mim 
senão um drible na concupiscência 

E ao lavrar este termo 
quero bem esclarecer 
um coração que anda enfermo 
precisa bem de espairecer 

Mas ao gozo de uma primícia 
urge ir com toda prudência 
pois uma íntima carícia 
já simboliza a indecência 

Assim, jovem Senhorita 
aos meus conselhos obedece 
pois se o Criador se irrita 
aí de nada já vale a prece 

Foge pois de todo o mal 
e volta ao confessionário 
e minha inspeção digital 
a livrará doutro calvário 

Os dedos, como mencionei 
têm também limitações 
por isso ajudá-los-hei 
com algo entre meus botões 

Os botões como bem sabes 
de alto a baixo a batina cerram 
mas se esta porta entre-abres 
teus bons instintos não erram 

E o fruto desse trabalho 
será sempre compensador 
e não há aí ato falho 
se o fazes com todo amor 

Tuas mãos trabalharão 
na mais perfeita harmonia 
pois a teus lábios ajudarão 
e conquistar plena alforria 

Depois de tanta labuta 
levitando é que te decolas 
cansada, porém desfrutas 
do que é bom, e ora bolas 

Verás que este é o caminho 
a senda e rota da salvação 
e fecharás o pergaminho 
sem esquecer o freio de mão 

E distante do Satanás 
sem ter que gritar socorro 
mais salva ainda estarás 
quando sai um potente jorro 
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 9Exibido 81 vezesFale com o autor