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Contos-->Ora, direis, contar estrelas...??? -- 03/07/2008 - 14:43 (A.Lucas) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O entardecer quente, olhos semicerrados, no seu sofá favorito... o que mais poderia querer? Quase adormecendo, você ouve alguns insetos zumbindo por perto, mas isso não é o bastante para fazer você sair desse agradável estado de paz e relaxamento. De repente, um susto! Algo em seu cabelo... Um bicho...???
Apenas um toque suave, mas toda a adrenalina do mundo agora circula em suas veias, o coração disparado... Droga de bicho...!!!

Antes que você se refaça do susto ou possa pensar em alguma coisa percebe o que houve... É um sonho?... Dormi?...
Uma sensação estranha invade sua alma. Não pode ser verdade... Não faz sentido... Mas tem que ser... É bom que seja! Você quer que seja.

Todo o desejo anteriormente sentido e toda a ânsia sufocada são agora bons conselheiros e você se entrega ao toque suave dos meus dedos em seus cabelos. A sensação que sobrou do susto ainda sustenta um último lampejo de razão: "Não pode ser ele... Não sabe meu nome completo, nem meu endereço..." mas a leveza que invadiu seu corpo é maior e você se entrega de vez...
Um sorriso lindo, discreto, com os olhos fechados, denuncia que agora não há mais sombras... Apenas a entrega total a uma espécie de torpor... Nunca você sentiu nada parecido... Não há no mundo sonho ou droga capaz de fazer isso com corpo e mente... "É ele sim... Não importa como... Quero isso prá sempre..."

Meus dedos por entre seus cabelos acariciam de leve suas orelhas, sua nuca... Meu gesto, semelhante ao que você usa para prender um elástico nos cabelos, tem teu suspiro como resposta... Suave arrepio... Cabelos seguros com uma das mãos, uma brisa suave refresca sua nuca... Ao toque dos meus lábios, num beijo suave, uma nova onda de arrepio, dessa vez até o alto da cabeça... Pura eletricidade... Inspiro profundamente... Do som e do calor do ar que passa nasce um suspiro que não pode ser contido.

Uma leve pressão de lábios na orelha, quase um beijo, e o arrepio agora é no corpo todo... O desejo começa a te invadir... Você chega a pensar se esse último arrepio teria mesmo começado nos dedos dos pés...

Ainda em pé atrás do sofá, acaricio seus ombros descobertos. A camiseta artesanal de linha grossa, branca, pontos largos, me deixa vê-los... Como sempre imaginei: um pouco bronzeados, pequenas sardas... Mais percebo do que vejo, pelo discreto decote, a curva dos seios... Mas posso quase senti-los subindo e descendo... O ritmo da respiração começa a se acentuar...

Dos ombros, minhas mãos descem devagar pelos braços, procurando as tuas... No caminho um pequeno esbarrão proposital nos seios... Quase pude perceber uma vibração... Os mamilos rosados crescendo sob os pontos agora indiscretamente amplos da blusa... Um beijo no pescoço...

Um pulo sem nenhum jeito de super-herói sobre o encosto do sofá e estou a teu lado... Mãos na tua cintura (você está trêmula mesmo ou sou eu?), te olho bem nos olhos... Teu devaneio verdade/mentira/sonho/realidade ainda não passou de todo... Tuas mãos puxam minha cabeça e um longo beijo acaba com as últimas incertezas, mas os olhos semicerrados recriam todas elas...

Minhas mãos exploram teu corpo, quadris, cintura... Chego aos seios. A blusa atrapalha... Um gesto rápido, quase um passe de mágica, e ela se vai... Posso ver agora o que adivinhei há pouco...

Com as mãos nas tuas coxas, beijo o vale entre os seios... Subo ao pescoço... Desço aos mamilos, ao umbigo... Complicado o zíper do short... Um sorriso cúmplice me diz "deixa que eu faço isso..."
Short e blusa agora estão juntos de novo... Carícias nas pernas, mais beijos, vou descendo... Uma leve aspereza da pele me diz que estou perto... sinto agora teu cheiro de mulher. Tuas mãos procuram meu sexo... A posição não permite... A camisa foi fazer companhia à blusa... De pé à tua frente, tuas mãos agora acham o que procuravam... (Ah! Eu sabia que não devia ter vindo de jeans hoje!...)

Alguns movimentos tão rápidos que só o desejo os explica e não há mais barreiras de algodão entre nossas peles... Nossos cheiros são um só... De pé, um beijo longo nos faz respirar juntos... Desço ao queixo... Ao pescoço... Seios... Umbigo... Sexo...

O chão agora é o melhor lugar do mundo. O tapete... Nunca você reparou que era tão macio. Tua voz fica só no movimento dos lábios, mas eu sei ler lábios... Lábios e olhos... Lábios, olhos e pernas... Sei o que disse... Sei claramente...
Mas um sorriso rejeita ainda teu convite... Eu quero te torturar com prazer, ainda mais... Você olha, sem entender direito enquanto me deito sobre o tapete, de costas... Teu enorme sorriso maroto invade o mundo... Você já havia pensado assim, mas não achou que eu faria o convite... Decide usar o lado selvagem e, de cócoras feito índia, me faz penetrar no mais profundo de você. Contenho um grito de prazer, que vira um gemido trêmulo quando você deixa o peso do teu corpo sobre o meu... Teu tronco ereto me deixa ver bem os seios, mamilos quase doloridos de tão tensos... Eu os acaricio enquanto teu quadril parece buscar fundir-se a mim...

Uma explosão de prazer, juntos... Devagar você se joga de vez sobre mim... Mal consigo respirar... (Tenho certeza que estamos com corações e respiração no mesmo ritmo...)

De bruços ao meu lado tuas curvas me convidam... Deito sobre você... Isso te assusta... Assim não!!!... Mas nunca havia prestado atenção que há mais de uma possibilidade... Teu sexo ainda úmido quase suga o meu... A posição quase submissa não te incomoda mais... A intimidade e o prazer são maiores que as lendas... Te cavalgo... Teu corpo faz movimentos para os quais nunca havia sido preparado, quase me expulsa... Num último gesto forte te aperto contra mim... Agora somos um só ritmo... Meu calor invade teu sexo...

Uma avalanche de luz cai sobre nós e caímos quase desfalecidos sobre o tapete. Fico sobre você mas meu peso te aquece e conforta. Não há "meu peso" nem desconforto algum. Te abraço forte, meu peito nas tuas costas te dá aconchego. Lentamente nos sentimos relaxar. Estamos nos dissolvendo um no outro... A avalanche de luz se torna agora suave... Uma bolha luminosa... Somos um só... Sempre fomos...
A bolha se expande, sobe, gira, quase sólida, e se afasta devagar enquanto adormecemos.

No dia seguinte o mundo se assusta, cientistas e curiosos falam, os sábios sorriem condescendentes. Deu nos jornais:

"ASTRÔNOMOS NÃO TÊM EXPLICAÇÃO PARA SURGIMENTO
DE MAIS UMA ESTRELA NA CONSTELAÇÃO DE ORION"

Alexandre Lucas R. Cordeiro - Fevereiro de 2001

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