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Cronicas-->Allende e Pinochet: o mito e a realidade -- 22/11/2000 - 17:42 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Nestes tempos em que a comunidade esquerdista internacional, apoiada por jornais importantes como o "Jornal do Brasil", tenta demonizar Augusto Pinochet, que está para responder a mais de duas centenas de processos somente no Chile, convém lembrar umas três ou quatro ou quarenta coisas sobre o que ocorreu antes do golpe militar de 11 de setembro de 1973.


O "Libro Blanco del Cambio de Gobierno en Chile", de 11 de setembro de 1973, impresso e editado por Editorial Lord Cochrane, S.A., Santiago, Chile, documenta toda a prática revolucionária ocorrida no Chile sob o governo de Salvador Allende (1970-1973), que preparava um autogolpe para implantar o socialismo no país, já que havia conquistado apenas 36,5% dos votos e não detinha controle sobre o Congresso, a Justiça e as Forças Armadas.

Documenta a estreita ligação de Allende com o regime de Fidel Castro, as escolas de guerrilhas no país (há uma foto em que Allende faz treinamento de tiro com uma metralhadora .30 em sua residência oficial de "El Cañaveral" - um centro de guerrilha -, escudado por um guerrilheiro cubano).

Documenta a política de "expropriação" de fazendas e indústrias (no final do Governo Allende, 80% da economia do país estava na mão do Estado).

Documenta a ligação de Allende com a UP, o MIR, o MAPU, o Partido Comunista e o Partido Socialista, libertando, logo que assumiu a presidência, líderes do MIR: Luciano Cruz, Miguel e Edgardo Enriquez, Bautista van Schouwen, Humberto Sotomayor, Sergio Zorrilla, Joel Marambio e Andrés Pascal Allende (sobrinho do ex-presidente Allende, filho de sua irmã e ex-deputada socialista, Laura Allende), que haviam sido presos por atos de violência e delitos comuns (principalmente roubos a bancos), cometidos no governo anterior.

Documenta que os responsáveis pelas escolas de guerrilhas de Guayacán (Santiago) e Chaihuín (Valdivia), presos no governo anterior, foram soltos, e que um dos guerrilheiros, Adrián Vasquez, ocupou de imediato a vice-presidência do INDAP (Instituto de Desarrollo Agropecuario) e outro, Rolando Calderón, chegou a ser Ministro da Agricultura de Allende em 1972 e ocupou importantes cargos em seu partido e na CUT (Central Única de Trabajadores).

Documenta que uma das filhas de um sobrinho de Allende, líder do MIR, casou-se com graduado membro da embaixada cubana, Luís de Ona, que era responsável pelo escritório de Havana para a coordenação da expedição de Che Guevara à Bolívia.

Documenta que no período de 1º de novembro de 1970 e 5 de abril de 1972, 1.767 fazendas foram "expropriadas" por bandos armados do MIR.

Documenta que as principais minas de cobre foram controladas pelo Partido Comunista (Mina de Chuquicamata, na província de Antofagasta - maior mina de cobre a céu aberto do mundo; e a Mina El Teniente, na província de O´Higgins - a maior mina de cobre subterrànea do mundo).

Documenta que após o golpe militar de Pinochet foram encontradas vultosas somas de dinheiro com ministros de Allende e que entre 1970 e 1973 o Chile se tornou o principal fornecedor de cocaína da América do Sul.

Documenta que antes do golpe militar de 1973, aproximadamente 100 pessoas perderam a vida durante o governo Allende em seu nada pacífico "caminho chileno para o socialismo".

Documenta que no início do governo Allende 1 dólar equivalia a 20 escudos e que em agosto de 1973 1 dólar equivalia a 2.500 escudos - uma inflação de mais ou menos 12.000% no período; em 1972, a economia chilena estava em ruínas, dos 3.000 produtos domésticos básicos, mais de 2.500 não estavam disponíveis; em janeiro de 1973 começou um racionamento, as filas eram tão grandes que impediam o povo a ir ao trabalho; em 7 de setembro de 1973 (4 dias antes do golpe militar), Allende anunciou publicamente que havia farinha para pão somente para mais 3 dias.

Documenta o ingresso de estrangeiros extremistas no país, calculado entre 10.000 e 15.000, muitos dos quais ocuparam cargos em empresas estatais, outros engajaram-se em diversos tipos de atividades revolucilnárias, sob a proteção do serviço de investigação estatal; muitos destes foram mortos em ações de roubos ou se mataram com seus próprios explosivos; entre estes, havia asilados ou refugiados vindos do Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, São Domingos, Nicarágua, Honduras, etc.; "estudantes" ou "técnicos" vindos de empresas estatizadas da URSS, Checoslováquia, Alemanha Oriental; e "diplomatas" cubanos e norte-coreanos.

Documenta o contrabando de armamento, adquirido em "viagens internacionais" do presidente, principalmente com a ajuda da empresa aérea estatal "LAN", sem fiscalização da aduana no retorno ao país.

Documenta os "comandos comunales", agrupamento territorial de organismos revolucionários, e os "cordones industriales", redes de trabalhadores de indústrias usurpadas ou estatizadas por Allende, também com base territorial para a violência política.

Documenta que em agosto de 1973, 1 mês antes do golpe militar, Fidel Castro mandou ao Chile 2 de seus maiores "especialistas" em organização de violência política: o 1º Ministro-substituto, Carlos Rafael Rodriguez, e o chefe da temida polícia secreta, Manuel Pineiro, o "barbarroxa", com a seguinte carta:

"Querido Salvador. Sob o pretexto de discutir com você questões relativas à reunião dos países não-alinhados, Carlos e Pineiro saíram para vê-lo. O objetivo real é para discutir com você a sua situação e, sempre, para oferecer a você nossa vontade de cooperar frente às dificuldades e perigos que ameaçam o processo revolucionário... Não esqueça por um minuto sequer a formidável força da classe trabalhadora chilena e o forte apoio que eles sempre lhe oferecem nos seus momentos de dificuldade... sua coragem, sua serenidade e sua disposição nesse momento histórico de seu país, e acima de tudo, sua forte vontade e liderança heróica é a chave dessa situação. Deixa Carlos e Manuel conhecer como seus leais amigos cubanos podem ajudá-lo".

Documenta o "Plano Z" para a tomada do poder, onde constavam 3 hipóteses de ação revolucionária (Z-A: início do autogolpe para impor a ditadura do proletariado; Z-B: morte de Allende em atentado; e Z-C: invasão externa com tolerància ou cumplicidade das forças armadas), o emprego de forças populares, princípios básicos para desencadear o plano e os objetivos do plano: assassinato do Alto Comando das unidades das Forças Armadas (no dia da independência do país, haveria um banquete oferecido ao alto comando, ocasião em que os chefes militares seriam assassinados pelo Grupo de Amigos Personales (GAP), "a guarda pretoriana" de Allende), controle das unidades militares com auxílio de oficiais esquerdistas infiltrados, controle das estações de telecomunicações, de rodovias, ferrovias e aeronaves com destino aos aeroportos de Santiago, Valparaíso, Concepción e Antofagasta, ocupação e defesa de centros estratégicos, além da busca, prisão e aniquilamento de todos os focos de resistência.

Documenta que Cuba foi o principal fornecedor de armamento a Allende, que o "presente" de Fidel Castro encontrado no apartamento do Diretor do Serviço de Investigação, Eduardo "Coco" Paredes, superava 1 tonelada de armamento sofisticado e munição; além do contrabando, o arsenal era aumentado com roubo de armamento do exército e outras fontes, e guardados em local oficial "seguro", como as residências oficiais do presidente ou distribuídas a grupos paramilitares.

Documenta a enorme quantidade de armamento apreendida na residência oficial de "El Cañaveral" e no Palácio de "La Moneda", a saber: 147 fuzis semi-automáticos, 10 carabinas semi-automáticas, 10 carabinas Mauser, 1 carabina Winchester, 54 pistolas automáticas, 13 rifles, 28 pistolas semi-automáticas, 11 revólveres, 2 pistolas para disparo de bombas de gás lacrimogênio, 3 metralhadoras, 9 lançadores de foguetes (modelo soviético), 2 canhões sem recuo, 1 morteiro, 58 baionetas para fuzis, 58 granadas de mão, 625 bombas caseiras, 832 bombas com alto poder explosivo, 68 lança-granadas, 236 minas antitanque, 432 bombas de gás lacrimogênio, 12 lança-gás paralisante (tipo spray), 25.ooo detonadores elétricos, 1.500 detonadores a mecha, 22.000 metros de estopim, 3.600 m de cordão detonante, 625 kg de cloreto de potássio, 50 caixas de dinamite, 250 kg de TNT, 750 coquetéis molotov, 230 litros de éter sulfúrico (elemento incendiário), mais de 80.000 carregadores de todos os tipos, e outros tipos de equipamentos.

Rendido no palácio de "La Moneda", Allende concordou em sair com as filhas, porém elas saíram primeiro, ocasião em que Allende suicidou-se com um tiro debaixo do queixo com uma metralhadora presenteada por seu amigo "urso" Fidel Castro; tal fato foi presenciado por seu médico particular, Patricio Guijon Klein.

Sem o apoio da massa de trabalhadores, paramilitares estrangeiros extremistas organizaram sua própria revolta contra o novo governo militar; depois de alguns meses, 1.261 pessoas perderam a vida (sendo 82 membros das Forças Armadas); apesar do apoio cubano - confirmado por Fidel Castro mais tarde em um comíssio-show -, a esquerda foi severamente derrotada, já que não teve apoio popular.

Dado que 2.279 pessoas (incluindo 254 vítimas do terrorismo de esquerda) devam ter sido mortas em todo o período de 17 anos de regime militar, a metade dessas mortes ocorreu na curta guerra civil após a queda de Allende, não na subsequente "repressão".


Leia também o livro de Robin Harris, "A Tale of Two Chileans: Pinochet and Allende", que discorre sobre o conteúdo do "Libro Blanco", que pode ser encontrado no site www.oindividuo.com/materias.htm.

(Extrato do "Libro Blanco del Cambio de Gobierno en Chile", de 11 de setembro de 1973, impresso e editado por Editorial Lord Cochrane, S.A., Santiago, Chile.)



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