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Cronicas-->Quando se trata de Israel -- 31/07/2006 - 11:20 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Quando se trata de Israel

uma crónica de Francisco José Viegas

Quando se trata de Oriente Médio, ou seja, quando se trata de atacar Israel, a tarefa é facilitada em larga escala. Um contingente de moças idiotas e genericamente ignorantes, que assina matérias classificadas de "internacional" nas nossas televisões, não se tem cansado de falar na "agressão israelense" e apenas por pudor, acredito, não tem valorizado os "Heróis do Hezbollah". Infelizmente, nem a ignorància paga imposto nem o seu atrevimento costuma ser punido.

Isolado desde 1947, quando as Nações Unidas decidiram pela criação de dois estados na região (um israelita, outro árabe) Israel não enfrenta apenas a provocação deliberada ou pontual do Hamas e do Hezbollah. Essa provocação tem sido permanente e é ela a razão de não existir na região um Estado Palestino livre e democrático - não o quiseram, primeiro, os estados árabes da região que invadiram Israel mal a sua independência foi pronunciada. Não o quiseram, depois, os estados que tutelaram os atuais territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordània. Não o quis, depois, todo o conjunto de organizações militares terroristas nascidas à sombra da OLP e da figura tutelar de Yasser Arafat, a quem cabem historicamente responsabilidades diretas na falência dessa tentativa de criar um Estado Palestino.

Quando se trata de Oriente Médio, ou seja, quando se trata de atacar Israel, a tarefa não está apenas facilitada - os caminhos abrem-se para o lugar-comum, como se vê pelas declarações, tiradas a papel-carbono, de Chirac e de Zapatero, esses dois superlativos gênios da política externa européia.

Não passou pelas suas cabeças, uma única vez, pedir responsabilidades ao Hezbollah e ao Hamas pelos motivos que levaram a esta reação de Israel. Para ambos é, pois, normal que um governo do Hamas possa alimentar uma facção militar independente, que atua em guerra permanente com Israel. É também normal que um estado da região, o Líbano, possa albergar campos militares do Hezbollah, abastecidos pela Síria e pelo Irã, e destinados a atacar um estado soberano - que, além do mais, é o único estado democrático da região. E é para eles normal que Síria e Irã, além de abastecerem duas organizações militares terroristas, se regozijem abertamente com o sequestro de soldados israelitas.

A preocupação destes diplomatas da recessão é, fundamentalmente, com a "reação de Israel". Em seu entender, a reação ideal de Israel seria o silêncio total. Israel deveria se conformar com o seu destino e permanecer como alvo de todo o terrorismo da região, pacientemente alimentado, aliás, pelos europeus que continuam a manifestar "ampla compreensão" pela atitude dos homens-bomba suicidas e pelos que disparam mísseis a partir de Gaza ou do Vale de Bekkah. Israel deveria, pura e simplesmente, acatar.

Evidentemente que nenhum desses cavalheiros pensou em pedir ao Hamas, partido vencedor nas eleições dos territórios, eventuais responsabilidades na escalada de violência na região. É para eles natural que o governo do Hamas não reconheça o estado de Israel e esteja a fomentar, com toda a clareza, as facções militares que continuam, naquele folclore infantil de danças e gritos pelas ruas de Gaza, pedindo a eliminação de Israel e a vinda de mísseis iranianos para "destruir o Estado Sionista". Esse folclore imbecil sim, talvez os devesse preocupar, pois ele é também pago com contribuições da União Europeia e do seu "politicamente correto".


Crónica publicada no Jornal de Notícias - Portugal



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