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Poesias-->Sobre o Um. -- 13/02/2012 - 21:55 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
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texto

Para melhor assimilar a palestra

em vídeo de Eckhart Tolle,

que me chegou por mão destra,

deixo-a em versos, mas não é mole.



Em outra ocasião, disserto sobre o que é autoestima convencional,

a que significa que você se compara mentalmente com outras pessoas

e conclui que você está bem assim, que há outros passando bem mal.

Essa é a base da autoestima, você tem que se comparar, há coisas e loas.



Não há nada de errado nisso, é próprio da realidade convencional;

não digo que, quando uma criança se destaca e na ponta se isola,

você possa censurá-la e dizer que isso é um mal... Está tudo legal.

Faz parte da realidade convencional, destacar-se até jogando bola.



Mas em algum momento nós nos graduamos e vamos além

dessa realidade convencional, e não teremos mais que derivar

nosso senso de valor, ou de mérito, do fato de sermos também

melhores que os outros, em saber ou ter, para nos aprovar.



Nesse nível você precisa de autoestima e se comparar

com outros menos que você. OK, é coisa temporária,

e, por fim, os homens têm que essa tal coisa superar

e alcançar certo nível de concepção extraordinária.



É um nível muito mais profundo de valores e merecimentos

do que qualquer coisa que a autoestima, em termos convencionais,

lhes pode dar. E que não se baseia em confrontamentos,

em ser melhor que alguém, ou que outros tenham piorado mais.



Vem de lugar não convencional, é preciosidade e vida potente

em si mesma, e você, em seu corpo físico, é dela expressão,

simples e temporária manifestação. Mas o que é subjacente

a essa manifestação temporária é o ETERNO, indefinida duração.



É o UM, a vida em si mesma. E o UM em muitos se torna,

ou parece se tornar em muitos nesta realidade,

mas no núcleo de cada Ser como o Um se contorna.

Você é isso. Você sente a própria preciosidade.



E ao invés da autoestima, isso talvez exija nova nomenclatura;

bem, seja o que for, agora, para mim é "precioso momento",

a Preciosidade, o que a realidade convencional não estrutura,

mas aceita sua adjacência, como pequeno ou grande evento.



Recentemente, vi um filme chamado "Preciosa" em que uma criatura

pouco atraente de forma, vivendo em um ambiente de perversidade,

passava por maus momentos e, mesmo assim, mantinha-se pura,

porque trazia algo dentro de si, oculto da sua forma, uma preciosidade.



Então, mantenha-se puro, você não necessita mais aos outros se comparar

para obter algum tipo de ascensão ou, em alguns casos, se sentir menor

por ter menor poder aquisitivo ou, definitivamente, não desempenhar

sua especialidade tão bem, ou não ser tão glamoroso como um da Décor.



E não precisa, também, como algumas pessoas, de viver sob fictícias histórias

na sua mente que lhe digam quem você é, encobrindo um sentimento

subconsciente de insuficiência. "Eu sou tão grande que nenhuma das divisórias

do ser pode me conter, nunca criei nada, porque estou além do vento."



"Sou maior que qualquer gênio que tenha vivido..." Essas histórias combatem

o sentimento adjacente de não ser bom o suficiente, e assim atacam

qualquer coisa. Todas são baseadas no movimento da mente e se batem,

até mesmo em situações reais, quando certas coisas empacam.



Você pode não ser um grande músico, mas, se verdadeiramente criativo,

é bem provável que você tenha humildade sobre isso, porque verá

que não foi você, como pessoa, que criou nada. Isso foi um donativo

que lhe foi dado e você um instrumento disso se tornará.



E assim, ao ganhar forma, você sabe perfeitamente que não poderá dizer

"Eu fiz isso." A menos que você queira bloquear-se e enfatizar

sua identidade-forma. Você só poderá continuar a ser

criativo se não enfatizar sua identidade-forma, se não se bloquear.





Em muitos artistas e outras pessoas criativas há uma luta

entre a identidade-forma, que tenta crédito ganhar,

e o impulso criativo, no qual crédito é dado como coisa fajuta.

São pessoas quase esquizofrênicas, entre o ego e o poder de criar.



E algumas pessoas são destruídas por esse conflito.

Mas não precisa ser dessse modo. Algumas criativas pessoas

são humildes. Albert Einstein, grande físico, um mito,

era simples e humilde, não se engrandecia diante de loas.



Ele disse:"É absurdo o que as pessoas pensam de mim,

não tem nenhuma base na realidade... sou mais lento

do que os outros... gasto mais tempo pra chegar ao fim

ao tratar dessas questões." Era seu puro depoimento.



Ele era capaz de ficar em quietude durante longas caminhadas,

sem se estressar nas pesquisas. Ele se empregou num enfadonho

trabalho, num escritório de patentes, sem tarefas aprazadas,

e então, durante suas lentas caminhadas, realizava seu sonho.



Então, o fim do mundo não é uma coisa tão má.

Se você deixar o fim do mundo ocorrer dentro de você,

não precisa temer o que lá fora vai acabar.

Você não precisará mais do ego para viver.



E se cada vez mais as pessoas como se mortas viverem cada momento,

isto é, não viverem através do ego, da ligação com a forma,

então, na verdade, paradoxalmente, o mundo irá a um desenvolvimento,

porque o mundo reflete seu estado de consciência, é norma.



































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