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Poesias-->Fim do mundo (I) -- 02/03/2012 - 21:28 (Elpídio de Toledo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
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texto

Para melhor assimilar a palestra

em vídeo de Eckhart Tolle,

que me chegou por mão destra,

deixo-a em versos, mas não é mole.



Por alguma razão as pessoas admiram isso; há medo,

mas há mais do que isso, há uma forte atração

pelo "fim do mundo". Elas querem saber mais cedo

do que nunca quando se dará a total destruição.



Por quê isso? Talvez você tenha visto por você mesmo,

quando anunciam pela tv um programa sobre o fim total,

e você diz "Ok, vamos ver isso!", e isso ocorre a esmo,

porque há no ser humano algo que anseia pelo fatal.



Há um lado que tem medo de que isso ocorra;

um outro adora ouvir o que falam sobre isso: "quando será?"

É, nisso há uma promessa para que você morra?

Formas têm sido tão limitantes na sua vida... em quê isso dará?



São tantos os problemas que mais um outro INSS parecem;

aplicações financeiras, hipoteca, conflitos no trabalho

e no lar, tudo isso deixa de ser relevante; e já não merecem

maior atenção coisas problemáticas que lhe deixam grisalho.



Assim como tudo que as pessoas veem como limitações

— porque na vida de cada um há certas circunstâncias que o envolvem

que são dadas como limitantes — você pode ver que certas situações,

em algumas áreas de sua vida, com o tempo se resolvem.



E esse romper de algumas limitações viabiliza alguma expansão

da sua vida. Mas, mesmo que sua vida se expanda em certa hora,

você se depara com outras limitações que decorrem dessa ação.

Se você fica rico, isso é uma expansão, mas o que vai limitá-lo agora?



Você vai ter preocupação com seus investimentos, principalmente,

os que estão a perigo, certos derivativos, prazos, juros e flutuações...

essa preocupação é uma limitação; outra é ficar famoso de repente,

e ficar sem liberdade pra sair... Não queria isso, apenas expansões...



Bem, você obteve uma expansão, mas teve que arcar com uma nova limitação.

Tudo o que você fez foi mais dinheiro, e pode saciar qualquer desejo, prontamente,

e quase qualquer prazer sensório, pode viajar e alcançar do mundo qualquer região,

sair da América, pegar seu jato, dar seu grito de liberdade em uma ilha novamente.



E poucos dias depois, você sente que certas coisas não lhe dão satisfação

está um pouco quente, o ar condicionado, os mosquitos, a vontade de mudar...

Dias ou meses depois, você descobre que aquela praia virou uma limitação

porque não é mais suficientemente interessante, já não dá mais para ficar.



Você fica tolo, torna-se um rato de praia, e pensa que isso é liberdade:

todo dia sob o Sol, "eu consegui!", e pouco tempo depois, surge nova limitação.

Então, não há como escapar das limitações no mundo da forma, de verdade.

E ninguém lhe impede de esforçar-se por expandir sua vida, em qualquer formação.



Seu esforço é legal, e sua vida faz parte do jogo das formas, mas não creia

que possa realizar a libertação do que você é mediante expansões.

O senso de estar no Ser, mediante bela paz... a PAZ VIVA — não a paz feia,

morta — não pode ser alcançado mediante a vida da forma.



Assim, as limitações, afinal, só poderão ser transcendidas internamente.

Você pode atuar na forma, o que é belo, mas é possível a transcendência.

Alguns lidam com duros limites: limitações físicas, perdas, totalmente,

encarceramentos, e, mesmo assim, demonstram particular competência.



Eles percebem que há liberdade dentro de si mesmos, a partir da qual

limitações podem ser transcendidas, mediante o não julgar e a não reação

ao momento presente. Não reação é dizer sim, reagir é confrontar, é dual;

para achar essa fenda, sim, para ser o que É interiormente – sem oposição.



Não precisa ser um "sim" verbalizado, mas um "sim" como uma atitude interna

em ser UM com o momento presente; o que se abre em você, e que à forma ultrapassa,

E então você transcende as limitações, e aí há LIBERDADE! Isso é que é a morte terna,

Morte para o mundo... e é algo positivo, nada negativo, muito mais vivo, além da carcaça.



E você está muito mais vivo quando está morto, muito mais vivo!

E você é muito mais poderoso quando é VALE do que quando é MONTE!

A identidade-forma é o seu MONTE, nada de mal, seu comportamento ativo

por um bom decorrer do tempo, sem prejuízo do seu melhor horizonte.



Você tem forma, OK! Seja VALE andando por aí como se fosse monte!

E isso é que é paz! PAZ INTERIOR! Por esse mundo nada pacífico você transita

como um campo de energia de paz. Não a paz que abdica da sua fonte,

da consciência, e que diz "OK., volto à semiconsciência, que menos me limita."



"Vou me dessensibilizar, voltar ao reino vegetal..." Isso pode ser uma escapada

do mundo da forma, balançar o pescoço e dizer "Ah, paz, ahhhh..." Este é o estado

de vigília, quase dormindo, "ahhhh..." algo lhe puxa, a grande descansada;

sabemos que é cansaço porque demos um nome para ele e a ele você já está acostumado.



Mas o que é isso quando digo "Estou cansado"? Significa que você está sendo puxado

de dentro para fora, mais e mais fortemente, um puxar tão forte que você pode desistir

até da sua própria vida sem resistência. Pessoas que se deitam na neve, nada pensado,

sabendo que não vão mais acordar, mas o puxar se torna tão forte... não há como resistir...



Em termos convencionais, você diz que ficou tão cansado que teve que dormir.

O que é esse cansaço? É que se torna tão cativante querer entrar no sono ...

Esta noite procure ficar consciente, sentir esse puxar cativante, deixar fluir...

Será esse é o modo pelo qual podemos transformar a consciência do seu dono?



Esse é o modo de se ir abaixo do pensar, rumo ao UM, inconscientemente.

A doçura do Ser está lá, quando se entra no sono profundo. É tão belo...

Mas nosso destino é ir além dos pensamentos, rumo ao UM, conscientemente.

Depois do longo dia, você se deita, ahhh..., não há nada mais em paralelo...



Você vai indo abaixo dos pensamentos para aquele belo Ser doçura.

E aqui o impulso evolucionário do Universo é para fundir-se ao UM, CONSCIENTEMENTE,

que é o estado da morte terna, porque ao dormir você virtualmente é morte pura,

você, temporariamente, não existe como pessoa, está unido à FONTE, AO PRESENTE.



E, depois, emerge outra vez. Mas é nosso destino nos unirmos conscientemente com a FONTE,

não me pergunte "por quê?" Eu sei que isso é assim! É NOSSO DESTINO A UNIÃO CONSCIENTE

COM A FONTE, COM QUEM NÓS SOMOS! E você somente alcança esse horizonte

se sair por aí como se estivesse morto, porque a morte é a dissolução da forma tão somente.



Mas a morte, fundamentalmente, já é vida. Das antigas tradições já podemos lembrar:

"Morra antes de morrer", "Morro a cada instante", " Antes que a morte ache você, ache a morte terna "

Porque a morte vai achar você! E se você a ela se antecipar,

em termos cristãos, segundo Jesus Cristo, você encontrará a VIDA ETERNA.



Eterna, mas não que vá indo e indo, eterna é sem-tempo determinado.

Se ela fosse indo e indo, seria uma monotonia, entediante, uma limitação;

depois de ir e ir ao céu, talvez você não quisesse lá mais ficar, enclausurado,

pensaria em coisas mais interessantes, próprias do inferno (uma provocação).



Alguns anos atrás, alguém tocou para mim uma canção que dizia:

"Céu é o lugar em que nada jamais acontece!"

"Então, ache a morte antes que a morte ache você um dia!"

Belo. Vida eterna, conforme Jesus, a muitos não apetece.



Esse ensinamento tem sido mal entendido, pois, em primeiro lugar

dizem que será algo que você vai achar no futuro; depois que você morrer

é que você achará a vida eterna; em segundo lugar, dizem que "para sempre será"

o lugar onde você vai ficar. Mas isso não é correto, vida eterna, sem-tempo sempre há de ser.



Então, eu vou passar a chamá-la "sem-tempo", a vida sem-tempo que você é,

e isso está escondido na morte. E, assim, quanto mais as pessoas se aperceberem como tal,

mais contribuirão para que ocorra um novo nível evolucionário, um novo nível de fé,

que será alcançado pela humanidade, conscientemente ligada a isso, longe do Mal.



Isso indica que você salva o mundo! O mundo aí fora se torna salvo. Isso é um bônus adicional.

E mesmo se o mundo vier a colapsar-se, no final das contas, não há nenhuma morte,

pois somente as formas se dissolvem. E essa é a realidade profunda, não a convencional.

A realidade convencional está em qualquer lugar. Mas ainda não sabemos qual será nossa sorte?



Já tivemos a má notícia de que seremos todos expelidos do planeta, o que, em resumo,

não chega a ser má notícia; é uma boa notícia, se você perceber quão fugaz é sua ligação

com a forma, como se fosse tudo que você é. Os pequenos problemas, que eu assumo,

obnublando a divindade que você é, a profundidade que você é, que vê de outra dimensão.



Todas essas pequenas coisas na vida provocam uma completa obnubilação

sobre quem você é, do quão vasto você é, como expressão do Todo e da Vida

Sem-tempo, da consciência em si mesma. E você ainda permite que qualquer aflição,

pequenos conflitos conjugais, ou no trabalho, ou apreensões financeiras, tenham maior guarida...



Fundamentalmente, tudo está na mente, não é o mercado, não é o lar, não é a empresa

o problema, mas sim seus pensamentos sobre eles. É a identificação de milhões de pessoas

com cada ambiente que cria aflições, conflitos, no mercado, no lar, em qualquer mesa.

O problema nunca está lá fora, está sempre nos seus pensamentos sobre coisas às toas.



Lá fora você pode ter uma situação que requeira ação. Está bem, você olha para ela,

fica quieto por um momento, e a ação inteligente emerge da sua quietude,

aquele pequeno espaço de não-pensamento, a Quietude Alerta. Você olha pela janela

da quietude e, então, ação terna, se for possível. Se impossível, não fique rude.



Você olha... É assim que é... E isso é o Poder, não o seu, mas o Poder.

Então, não precisamos temer o fim do mundo, nem almejá-lo lá fora.

Chegue ao fim do mundo em você.

O fim do mundo é o fim da confiança e do monte onde a mente mora.



















































































































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