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Cronicas-->Meu nome é gavião... -- 29/08/2006 - 15:27 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Meu nome é Gavião...

Félix Maier

Atualmente, a propaganda eleitoral dos partidos políticos é o melhor programa humorístico da TV. Nada de Zorra Total ou Casseta e Planeta. O riso está garantido diariamente por obra e arte de nossos futuros deputados. Pelo menos é assim em Brasília, onde há, p. ex., mais de 500 candidatos a uma das 24 vagas da Assembléia local.

Marcão da Rodoviária garante o espetáculo na TV, ao se apresentar com a cabeça virada para baixo, enquanto faz sua apresentação, com um maço de notas de dinheiro nas mãos encobrindo suas barbas de profeta do Antigo Testamento. Marcão, como o nome diz, é uma figura carimbada da Rodoviária de Brasília, de onde saem os ónibus para as cidades satélites.

Um outro candidato tem apenas o tempo de dizer "meu número é 1230, hora do almoço"...

Um candidato do PDT se apresenta como aquele "que pisca o olho pra você" ;)

Se tem loira burra, é porque sobra neguinha esperta. Uma candidata negra se apresenta como "mulher e negra" e pede para "não votar em branca".

Não se sabe se certo candidato é bombeiro, porém promete "apagar o incêndio da corrupção".

Fernando Pedreira, que sempre ressurge nos anos eleitorais, promete, em campanha nos jornais, apresentar projeto contra os "falsos bispos". O título de "bispo", para ele, só deveria ser permitido para os religiosos da Igreja Católica. Até que ele tem certa razão, na medida em que muito picareta se apresenta como "bispo" sem ao menos pagar royalties à Igreja Católica pelo uso do nome...

Milagre: tem um candidato que se apresenta como "católico apostólico romano". O Brasil é um país estranho: a maioria do povo se considera de "direita", mas não assume a posição; a maioria se apresenta como "católico", porém tem vergonha de professar seu credo em público. Faz lembrar Lula, que nas primeiras aparições na TV, na atual campanha eleitoral, desvencilhou-se do símbolo petista (a estrela stalinista), como se fosse possível deixar de ser o chefe do mensalão, o Ali Babaca que comanda os "40 ladrões" denunciados pelo Procurador-Geral da República.

Um candidato do PSTU promete barrar o envio de dinheiro ao exterior, para que Bush deixe de "matar palestinos inocentes". Como diria o oráculo de Cucuí de las Palomas: o que é que o traseiro tem a ver com as calças?

Tem candidato que é apenas Gavião, outro que é o representante dos taxistas, mais outro que é o chefete de algum sindicato. Tem também um bom número de professores postulando o cobiçado cargo público.

Tem o DJ Macarrão, que faz rima com seu próprio nome: "com Jesus no coração".

Uma candidata talibã promete promover "ação social nas igrejas evangélicas". Por que a discriminação? O crente evangélico seria mais gente do que o não-evangélico? Aliás, no Distrito Federal, já tem rodeio à la Barretos promovido por essa distinta comunidade, em que as únicas canções permitidas são as gospel. Em vez de touros violentos, como Bandido, deveriam apresentar apenas cowboys montando jericos...

O PCO perde seus preciosos segundos na TV para mostrar o giro das engrenagens que seriam de uma máquina triturando os ossos dos trabalhadores. Com uma fábrica ao fundo do locutor, o Partido da Causa Operária não consegue sair do tempo em que se iniciou a Revolução Industrial, com as chaminés fumegantes das fábricas. Até parece que os "operários", atualmente, ainda trabalham 15 horas por dia, sem nenhum tipo de amparo social.

É grande o número de candidatos do DF que se apresentam como militares e pastores. De cabo a coronel, a escolha é infinita. Por isso nenhum dos militares consegue se eleger, com exceção do coronel Alberto Fraga, ex-PM, que encabeçou o NÃO no Parlamento durante o plebiscito do desarmamento, e que já emplacou vários mandatos para deputado federal. Além dos milicos, há uma infinidade de pastores, bispos, missionários e evangelistas loucos para passar a sacolinha, quero dizer, abocanhar uma cadeira de deputado, distrital ou federal. Até o bispo Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, rendeu-se à paixão política, sendo candidato a deputado federal. Ao contrário dos milicos, a chance de termos no DF um certo número de talibãs evangélicos eleitos é bastante grande, apesar da baixa de pastores mensaleiros do PL, que renunciaram ao mandato e à reeleição, como o deputado federal Jorge Pinheiro, acusado de ter-se beneficiado da "máfia das sanguessugas".

Muitos candidatos não têm tempo sequer para se apresentarem ao distinto público. Enquanto um locutor de futebol lê o nome e o número dos candidatos, o máximo que os infelizes conseguem fazer para cativar o eleitor é mexer os olhos ou dar uma piscadela ;)

Enquanto Alckmin se apresenta como um sorvete derretido de chuchu, Lula plana nas alturas, aclamado por artistas autistas que minimizam a falta de ética do governo petista, pois, segundo Paulo Betti, o Lamarca do filme de Sérgio Rezende, não é possível fazer política "sem meter a mão na merda".

Pois então, vive la merde! Não poderia ser diferente nessa República Socialista Bananeira, que não é mais o "país do futuro", porém o sempre atual "país dos futuros picaretas".











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