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Artigos-->Discutindo Vinícius -- 12/02/2003 - 12:12 (Ana Luiza Rocha dos Santos Souza Galliac) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
"A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade." ( Vinícius de Moraes)



intrínseco (s) adj. 1. Que está dentro duma coisa ou pessoa e lhe é próprio, íntimo. 2. Inseparavelmente ligado a uma pessoa ou coisa. (Minidicionário Aurélio)



Apesar da grande paixão que tenho por Vinícius de Moraes fiquei intrigada quando li esta frase que recebi contida num texto de Vinícius chamado "Meus Amigos". Li quantas vezes foi necessário para entender o pensamento deste gênio da literatura no instante em que escreveu isso. Será que ele foi capaz de separar a amizade do amor e olhar por uma lente da qual meu leigo conhecimento não alcançou? Será que ele não amava os amigos, ou será que quando ele amava não era capaz de ser amigo? E como ele pôde escrever para esta admiradora dos belos trabalhos literários que o ciúme está intrínseco no amor? Ele não sabe que o ciúme é uma falha humana e não de um sentimento sublime ainda imperfeito em nós, mas que na sua origem é insuperável? Me corrijam se eu estiver errada, mas a amizade é tão falha quanto as nossas falhas quando amamos, ainda mais se não amássemos os amigos, mas é através do amor que essas falhas são perdoadas e esquecidas. E como se pode pensar que o amor não abre campo para outros afetos quando todos os afetos estão contidos no amor? E não se pode pôr uma viseira e futilizar o amor apenas para um, afinal, quem não ama a família, o companheiro amante, os companheiros amigos e até os bichinhos de estimação? E mesmo assim ainda temos espaço para amar sempre mais um e mais um e mais um... E na minha concepção não se mede a nobreza entre sentimentos verdadeiramente nobres.



É claro que compreendi que ele se referia ao amor de namorados amantes, mas se é assim, se este tipo de amor impede os outros, tais como o de amigos, muito pelo egoísmo e neste grau pelo ciúme doentio, deixa de ser amor para ser uma obscecada e passageira paixão, como todas elas o são. E se ele fala destas paixões, que ao meu ver nada tem haver com o amor e assim não deveria estar exposto em homenagem tão bonita aos amigos, continuo a favor do poeta.

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