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Cronicas-->Lula: sem vergonha do compadre -- 07/04/2007 - 16:16 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Veja Edição 2003 - 11 de abril de 2007

http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/audios/050407.mp3

Lula, Roberto Teixeira e a ética de Lula
Mainardi comenta o relacionamento nebuloso e a próspera parceria entre o empresário, e compadre, Roberto Teixeira e o presidente Lula. E lê trechos do depoimento de Lula à comissão de ética do PT, no final dos anos 90, em um inquérito interno do partido sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo Roberto Teixeira e as prefeituras petistas.

*

Sem vergonha do compadre

Diogo Mainardi

"Quando o sobrinho de Roberto Teixeira foi sequestrado, Lula procurou seus amigos empresários para levantar 400 000 dólares de resgate. O caso foi resolvido antes do pagamento. Lula se recusou a dizer quem o ajudou e que fim levou o dinheiro"

Olhe Lula. Ele comemora a compra da Varig pela Gol. Olhe os donos da Gol. Eles também comemoram. Olhe essa figura de terno cinza. Quem é ele? Roberto Teixeira? O representante da Varig é Roberto Teixeira? Lula aceita ser visto ao lado dele, sem o menor constrangimento?

Alguns fatos sobre Roberto Teixeira:

o Ele é compadre de Lula. E, segundo Lula, em sua terra natal "compadre vira parente".

o Lula morou nove anos numa casa de Roberto Teixeira, sem pagar aluguel.

o Em 1997, um importante quadro do PT, Paulo de Tarso Venceslau, acusou Lula de comandar a "banda podre" do partido, porque ele teria acobertado o favorecimento de Roberto Teixeira em prefeituras petistas.

o O PT abriu um inquérito para apurar o caso. Em seu relatório final, os comissários do partido denunciaram Roberto Teixeira por "grave falta ética" e recomendaram que ele fosse punido. Ele teria cometido "abuso de confiança com aproveitamento da amizade com Lula".

o Um dos comissários encarregados de analisar o caso, Hélio Bicudo, comentou recentemente em seu livro de memórias: "Havia o risco de ser detectado o envolvimento de Lula".

o Lula desaprovou o relatório final do partido. Foi feito outro, inocentando Roberto Teixeira.

o O juiz Carlos Eduardo Mattos Barroso classificou como "nebuloso", "suspeito", "obscuro" e "impróprio" o relacionamento íntimo entre Lula e Roberto Teixeira.

o Roberto Teixeira ajudou o presidente a comprar seu apartamento de cobertura.

o Quando o sobrinho de Roberto Teixeira foi sequestrado, Lula procurou seus amigos empresários para levantar 400 000 dólares de resgate. O caso foi resolvido antes do pagamento. Lula se recusou a dizer quem o ajudou e que fim levou o dinheiro.

Com a vitória de Lula, Roberto Teixeira aumentou seu poder de barganha. Em meados de 2005, Lula sinalizou que nomearia Airton Soares para o cargo de presidente da Infraero. Ele acabou sendo preterido por um funcionário de carreira mais afinado com os interesses da TransBrasil, empresa representada por Roberto Teixeira. Na ocasião, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que a troca foi sugerida a Lula pelo próprio Roberto Teixeira, porque Airton Soares se comprometera a entrar na Justiça para retomar as propriedades ocupadas pela TransBrasil nos aeroportos. Ricardo Noblat complementou noticiando algo que, se comprovado, em qualquer lugar do mundo resultaria num impeachment: "Em telefonema para ministros de estado, o presidente pediu para que os interesses de Roberto Teixeira fossem atendidos".

Isso é apenas uma alegre miscelànea pascoal do que já foi publicado sobre o assunto, com especial destaque para as reportagens de Luiz Maklouf Carvalho. Em resumo: o presidente da República envolveu-se num relacionamento nebuloso com um lobista do setor aéreo, que lhe concedeu regalias impróprias em troca de negócios suspeitos. O lobista abusou do "parentesco" com o presidente para defender os interesses obscuros de seus clientes numa das áreas mais podres do governo.

O bacalhau ficou entalado na garganta?



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