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cronicas-->Redenção e Revolução (provisório) -- 29/04/2006 - 13:36 (Nicola Aliberti) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O tema já havia sido suscitado por Marcuse em seu livro Razão e Revolução. As idéias e revoluções são racionais, como uma etapa no processo-progresso científico Iluminista ?
Ou são avessas à lógica das normas, teorias e sociologias do conhecimento, como as manifestações sobrenaturais ? Não é à toa que ouvimos teólogos de vários matizes insistindo no sermão de que razão sem fé é destruição. As tendências animistas são muito fortes nos seres humanos, porquanto sentem-se aliviados quando ouvem alguém dizer que a mão do espírito está em tudo, até na economia política. Assim, para quem acredita em juízo final, as coisas já estão previamente delineadas e decididas, corforme as escripturas e suas cabeças fechadas e ocas. É verdade que em vários momentos da História vimos revoltas e revoluções que uniram fé e transformação. Messianismo no Brasil , heresias na baixa Idade Média, comunidades alternativas nos anos 60-70, Thomaz Muntzer... São exemplos de uma mistura potente, mas equivocada. Esperar a realização do paraíso na terra é um idealismo inocente demais para não ser facilmente derrotado e tolo. Mas alguns revolucionários não aprendem com a História e suas leis maiores: contradição e mudança. Como alguns religiosos acreditam que o tempo vai parar no dia do último julgamento, alguns revolucionários pensam o mesmo da revolução, ou seja, em 1917, uma nova era começou para os povos, e devemos reproduzi-la pelo mundo afora. Devemos, então, criar partidos leninistas ou guerrilhas, seguindo o modelo dos Pais da revolução. Vejam, Senhores(as), como certas mentes não conseguem entender que as revoluções são expressão de suas realidades sócio-materias e ideais - além da competência de seus líderes, é claro,- e que elas não se repreduzem com igual código genético. Elas podem ser urbanas, rurais, com operários, intelectuais, com mulheres, com negros, com classes médias, anticoloniais, nacionais, com guerrilhas, com partido de quadro ou de massas. No entanto, não podemos conceber qualquer uma das revoluções como redenção, pois cairíamos no dogma utópico do fim dos tempos e da História. É precisamente para isto que Isaiah Berlin aponta em seu livro Os Limites da Utopia. A sacralização da teoria revolucionária, com o consequente engessamento da própria sociedade e das alternativas socialistas. Os partidos de esquerda sofrem com tal processo. Eles não conseguem oferecer caminhos realistas e adequados às suas sociedades. Vejam o caso da França, com a lei do Trabalho juvenil, e da Alemanha, com a coalizão de Angela Merkel. Aqui no Brasil vemos a corrupção do PT, primeiro partido socialista, estatutariamente, a tomar o poder em nosso país, mas que agora se vê enredado pelo sistema e pelos seus próprios desvios. Porém, se tivéssemos um partido incorruptível em seus ideais, e com bons quadros, teríamos feito a revolução ? Não. Tal modelo de organização política - não serve para nós, não somos a Rússia czarista, por sorte. O mundo não é o mesmo de 1917, ou de 1959, com Cuba, ou de 1949, com Mao. Se o PT não tem mais jeito, criemos uma outra alternativa, mais moderna e socialista. Não o socialismo utópico de Saint Simon e Fourier, nem o de Lênin, Trotsky, Stalin, ou o dos messiànicos e redentores, mas o do povo trabalhador brasileiro do nosso tempo. (abra sua cripta,mande-me sua críptica)
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