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Cronicas-->Um Exército para defender a Amazónia -- 06/06/2007 - 10:17 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Um Exército para defender a Amazónia

Cristovam Buarque (*)

Reconheço que sem o Exército não teríamos o nosso território como temos hoje, nossas fronteiras asseguradas. Como representante do Distrito Federal, devo dizer que, sem o papel das Forças Armadas, esta cidade, talvez, não fosse a capital porque haveria o risco, sim, de retrocesso.

Não seria a primeira vez no Brasil que obras ficariam inacabadas, foi fundamental o papel dos governos militares na consolidação desta cidade.

Prefiro fazer aquilo que os soldados mais gostam: desafio, mais ainda do que de homenagem. Creio que nunca na história do nosso país vivemos um momento de tanto risco à nossa segurança.

Sobretudo, dois grandes eixos ameaçam a nossa segurança: a divisão interna e a cobiça externa; a divisão interna de um País que ainda não é uma nação de tão desiguais os brasileiros entre eles, e a cobiça externa em um momento em que a globalização faz com que as potências ou a potência imagine que os recursos do mundo são recursos dela, desta potência e de seu modelo social, económico e cultural.

A ameaça interna não é papel das Forças Armadas, apesar de que ela tem também uma contribuição na formação de nossos jovens, mas a segurança interna é uma tarefa da sociedade brasileira, especialmente por meio de uma revolução na educação das nossas crianças.

Não vejo outra maneira deste País ser seguro, por melhor que sejam equipadas nossas Forças Armadas, se continuarmos divididos: dois países dentro de um só, uma nação incompleta.

Essa revolução educacional tem de ser feita - e não pode demorar - até mesmo para que nossos soldados cheguem lá com a formação necessária. Não vou falar disso, porque já falo demais sobre esse lado da revolução na educação como instrumento da garantia da segurança.

Levanto a confiança que tenho, como Senador e do meu Partido por quem falo, de que as Forças Armadas em bloco e, obviamente, o Exército, que hoje é o centro das nossas atenções, serão capazes de fazer com que essa cobiça externa esbarre na hora em que chegar aqui.

Temos outros riscos. Creio que as nossas fronteiras hoje sofrem ameaças, não de invasões externas, mas de desarticulações internas dentro dos países vizinhos, provocando migrações em massa para o nosso País.

Essa é uma preocupação que a gente tem de ter. Mas, sobretudo, me preocupa o risco da cobiça externa sobre os recursos que o Brasil tem em quantidade superior à maior parte das outras nações: a cobiça da Amazónia, da qual tanto já falaram.

E eu insisto em algo que já falei anos atrás e que me surpreende até como repercutiu tanto: "Se querem internacionalizar nossa Amazónia, internacionalizemos todos os recursos do País e internacionalizemos todos os patrimónios dos outros países. Enquanto não fizerem isso, ela é nossa".

Mas não é só a Amazónia, é a água, é o mercado, é a cultura brasileira como consumidora de bens culturais que pode estar hoje ameaçada.

E eu, ao mesmo tempo em que presto a minha homenagem, faço o meu desafio de que as Forças Armadas estejam presentes, como sempre estiveram, para que essa ameaça externa, essa cobiça internacional não cheguem aqui.

Para isso, o Senado tem o compromisso de manter nossas Forças Armadas equipadas com o que houver de mais contemporàneo e moderno, dar recursos para que nossos soldados sejam formados com o máximo de condições de preparo para enfrentar os desafios internacionais que estão diante de nós.

E eu quero dizer que podem contar com um Senador, que representa o Distrito Federal, que estará pronto também para ser um representante de vocês, não por razões corporativas, não por ser um ex-artilheiro, mas pelo meu sentimento de nacionalismo, porque, talvez, além das duas ameaças que eu citei - a cobiça externa e a divisão interna -, haja um outro risco: a perda do gosto pela palavra nacional, nação e nacionalismo, que hoje está tomando conta do mundo inteiro. Acreditamos e confiamos.

E essa homenagem é tanto pelo que foi realizado como por aquilo que esperamos que seja realizado.

Não tenho dúvida de que um país é feito por cada um dos seus cidadãos, mas uma nação é feita realmente, desculpem-me a pretensão, por soldados e professores. Contem com um professor para servir aos soldados que defenderão o Brasil.


(*) Cristovam Buarque é senador pelo PDT do Distrito Federal e ex-ministro da Educação. Endereço eletrónico: www.cristovam.com.br.


"É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte"

Fonte: www.inforel.org



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