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Poesias-->SERÁ, SENHOR, QUE ORO EM VÃO? -- 01/06/2001 - 18:24 (Artêmio Capelotto) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Todos os dias, ao levantar, eu não esqueço

De orar, pedir, por causas que não mereço

De implorar, pedir, por compaixão

Que em minha mesa, Senhor, não falte pão.

Mas ao ver o mundo ruir à minha volta

O desassossego rondar à minha porta

Chego a achar, Senhor, que oro em vão.



Se saio à rua e ando pela cidade

Ao ver o quanto chegou a imoralidade

Que chega ao auge, a ponto de indecência

Ao ver vidas ceifadas pela violência

Ao ver o quanto agrava a corrupção

E quanto aumenta o indigente e o ladrão

Não estarei, Senhor, orando em vão?



Ao ver tanto menor abandonado

Quanto promete o candidato a deputado

No pouco tempo que antecede a eleição

Mas, se eleito, não esquece o que foi dito?

E por isso, Senhor, que eu repito

Não estarei, Senhor, orando em vão?



Ao ver como aumentou o desamor

E até se vê irmão matando irmão

O desespero aumenta minha descrença

Pois, não só se vê fome, dor e doença

E o desemprego efeito da recessão?

Por isso peço que não tome por ofensa

Quando julgo estar orando em vão.



E ao ver como aumenta enganadores

Que em altos berros promete salvação

Que promete cura, em troca de ouro

E faz das Escrituras o seu balcão

Só me resta crer, triste e desconsolado

Que, com certeza, não estou julgando errado

Quando julgo estar orando em vão.



Mas, pensando, parando, analisando

Não estaria, Senhor, exagerando

Teria motivo para agir como os ateus?

Se não me falta o que comer, o que vestir

Se não me falta um leito onde dormir

Se não me falta um teto a me cobrir

Não há motivo pra que viva reclamando

Pois tenho tudo para dar Glória a Deus!



Deus seja louvado! Amém!
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