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Cronicas-->Ordem unida ou Posição de quatro? -- 27/08/2007 - 16:44 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
ORDEM UNIDA

Produzido por Ternuma Regional Brasília

Pelo Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Nos Manuais de Ordem Unida, encontramos as várias posições que o militar adota, seja quando em formação, ou mesmo só. Assim, as posições de "sentido", "descansar" e um punhado de outras, são praticadas à exaustão, mesmo por que, como sabemos, a Ordem Unida é um instrumento complementar válido para o forjamento da disciplina castrense. Contudo, creio que os manuais e regulamentos omitem uma posição que a muito deveria estar embutida no cotidiano militar, uma vez que, aparentemente, já faz parte do seu imaginário. Refiro - me à "posição de quatro".

De preferência de olhos bem fechados, para não ver o que vai acontecer.

Na recente história da Instituição, invariavelmente em pequenas doses, mas não menos dolorosas ou em maciças doses cavalares (comumente, anuais), "de quatro", a Instituição é atropelada (?) por acusações explícitas, com origem nos órgãos do governo, quando não do próprio governo que, virtualmente, recomenda - se, é preciso adotar a corajosa "posição de quatro", para não ver e sentir o estrago.

Esta reflexão decorre em razão do Relatório de 500 páginas elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, denominado "Direito à Memória e à Verdade", que acusa os integrantes dos órgãos de repressão da ditadura militar (1964/1985) de decapitar, esquartejar, estuprar, torturar, ocultar cadáveres... O lançamento do Relatório será na próxima quarta - feira, no Palácio do Planalto em cerimónia oficial, e contará com a presença do "magnànimo - mor". O documento atinge em cheio a honra e a dignidade de Chefes Militares e das Forças Armadas. Entretanto, pelo silêncio que se segue a tais ataques, pela modorra, pelo descaso, pelo ar de "deixa disso" ou "deixa pra lá", pode parecer aos desavisados, que a intenção daquele calhamaço é vilipendiar os militares e suas instituições que vivem, ou viveram alhures, um lugar desconhecido e incerto situado na vasta galáxia celestial. Assim sendo, não é conosco.

Portanto, o melhor é incorporar a máxima do insigne colunista do passado, Ibrahim Sued, que sentenciava "os cães ladram e a caravana passa". A nossa caravana, lamentavelmente, perdida no deserto, perdeu sua bússola, rumo e siso, e sacrificou o último camelo.

Brasília DF, 25 de agosto de 2007

Gen. Bda RI Valmir Fonseca Azevedo Pereira

O desacorçoado

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