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Cronicas-->Uma luz no fim do túnel? -- 29/08/2007 - 15:25 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Glacy Cassou Domingues

Grupo Guararapes - Fortaleza, 28/ 08/ 2007

A sessão do STF de - 27 de agosto de 2007 - deve passar para a História política nacional. Será que podemos MESMO, acreditar que o Judiciário conseguiu salvar-se da epidemia de descalabro moral, que já havia contaminado os DOIS PODERES da Nação?

O ministro Joaquim Barbosa, além de dar um exemplo de ótima forma física - passar o dia inteiro em pé, e falando ininterruptamte com pequenos intervalos de 20 minutos, com sua fala clara, sem arroubos de oratória forense cheia de termos técnicos, deu um exemplo que pensei já estava extinto. Tranquilamente fez a acusação dos réus, como que dá conselhos de atenção ao trànsito a um auditório atento.

Um advogado jovem, de um dos réus, não acreditando que a ÉTICA, a MORAL e DECORO estavam vigorando naquele momento, tentou no início da sessão, negar a licitude do Tribunal para decidir os crimes que seriam julgados. A autoridade da Ministra do STJ com calma e decisão impugnou a audácia da pretensa Excelência.

O Ministro Joaquim Barbosa, com calma leu o relatório que preparou para a acusação dos réus. Uma leitura minuciosa dos problemas que há TRÊS ANOS vêm sendo varridos para baixo dos tapetes de todo o complexo das Torres Gêmeas. Desmontou a mentira institucionalizada que nunca atingiu José Dirceu, Marcos Valério, José Genuíno e Silveira Pereira.

Foram todos acusados por Corrupção Ativa e Passiva, Formação de Quadrilha e Lavagem de Dinheiro. A cada acusação feita pelo Ministro, nem sempre aprovada integralmente pelos outros membros da sessão, a mesma era comentada, e uma vez aprovada pelo plenário era consagrada pela Ministra.

Houve um Ministro, Carlos Ayres Brito, que interrompeu o Relator, dizendo que NA CONSTITUIÇÃO NÃO HÁ ARTIGO QUE DEFINA O QUE SEJA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (o que explica o vagar com que são tratadas as maracutáias que todos sabemos). Mas, diante da explanação concisa, cuidadosa e sem "remédios jurídicos" do Relator, o juiz ficou convencido e aprovou o parecer. Embora houvesse juízes que discordassem de alguns pontos de vista do Relator, não acharam argumentos para invalidar o processo apresentado. O mesmo foi apoiado por unanimidade. Com o que assisti, fiquei mais esperançosa que todos os réus paguem DEVIDAMENTE seus crimes.

Mas, - desta vez o, MAS não é para atrapalhar - com as notícias que José Dirceu, José Genuíno, Delúbio Soares e todos os quarenta (coincidência?) serão julgados já dá para cantar: ALELUIA, ALELUIA!

E para completar o alvissareiro fim de semana, a revista VEJA publica entrevista com o Sr. Jorge Dória Jr., que é tudo o que faltava para provar que a ZELITE está preocupada APENAS com o bem do BRASIL. PORQUE SE O BRASDIL FOR BEM, TODO O MUNDO VAI BEM.


Obs.: Não, ainda não dá para cantar o Aleluia de Haendel com o indiciamento da "quadrilha". Nenhum "mensaleiro" foi condenado, apenas foram acatados pelo STF os processos movidos pelo Procurador-Geral da República. O bom da história é que os "40 ladrões" vão responder a processo, tornaram-se réus. O ruim é que o verdadeiro chefão, o maior beneficiado do esquema criminoso, o Ali Babaca, aquele que finge que não sabe de nada, não completou a lista do Procurador. Resta agora aguardar o longo processo que vem pela frente, com infindáveis chicanas dos advogados de defesa, e torcer para que pelo menos a metade desses réus sejam exemplarmente punidos. Porém, não dá para acreditar na palavra proferida pelo ministro Marco Aurélio de Mello, que, jogando para a platéia, afirmou que a impunidade foi finalmente "excomungada". Não é verdade. Excomungado, até hoje, está o STF, que nunca, em sua história, puniu um político sequer. Será que "ainda há juízes em Berlim", quero dizer, Brasília? (F. Maier)



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