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Cronicas-->O livro da ditadura -- 10/10/2007 - 11:46 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O livro da ditadura

JOÃO GALDINO DE MEDEIROS (*)

DIÁRIO DE CUIABÁ - 19 de setembro de 2007

Fui, à minha época, dispensado do serviço militar, logo não tive quaisquer vínculos com essa disciplina o que, às vezes, leva-me a sentir-me inferiorizado, pois sei que lá se aprende e se cultiva o que mais da metade da população de hoje desconhece e/ou procura ignorar: O Patriotismo, pois que, muitas das vezes, é contra seus interesses, mormente corporativistas, ligados ao predomínio económico.

Vivi e convivi com aquele regime, pejorativamente chamado de Ditadura e não tive, na sua vigência, nenhum parente, amigo, vizinho ou conhecido que tivesse sido perseguido e/ou preso, torturado e, óbvio, nem desaparecido. E por que? Porque todos trabalhavam naturalmente, como antes da troca de "poder"; nenhum tinha aspirações políticas, de domínio, de substituição de forma de governo - o que depois se provou um desastre; vide Rússia e seus satélites - para o de governo de massas. Que massas?! Um "Zé Dirceu", um "Zé Genuíno" e tantos outros que, uma vez no poder, deram uma mostra do que teria sido "seus governos", não fosse a "Ditadura".

Numa guerra existe ganhadores e perdedores. Se tivesse ocorrido o inverso, aquelas "vítimas", dos que teriam chegado ao poder, estariam, hoje, sendo indenizadas moral e materialmente? Tanto não, que as "vítimas" das guerrilhas não foram. Onde estão os donos da verdade? É óbvio que parentes choram, e devem chorar, seus mortos e, independentemente da opção que fizeram, nada justifica barbáries, verbete simpático para assassinatos. Convenhamos, porém, que estúpidos existem em todas as camadas sociais, organizações e regimes.

Mas, não temos nada a creditar àquele regime? Temos, mas a "propaganda enganosa" vem, de há muito, desviando esse foco. O que pode ter havido, e de melhor, daquele governo, senão o "famigerado AI-5"? Famigerado para quem? Para mim não foi, nem para os que já citei. Para nós foi uma benesse: Fechou o Congresso. Melhor, não fechou o Congresso, a instituição: Baniu os bandidos que o infestavam dos quais, infelizmente, muitos deles "anistiados", retornaram e, ainda hoje, de lá, comandando suas quadrilhas. Seria interessante que esses quadrilheiros deixassem de "cutucar a onça com vara curta"; fosse eu, ela, a "onça", já teria posto minha garras de fora há um bom tempo! Ah! Juízes corruptos também "dançaram"!

O "AI-5" precisa voltar, agora seria o "AI-6", sob nova versão, já que existem melhores meios para se detectar os "guerrilheiros" - matadores frios - encastelados nos Três Poderes, o braço corrupto do Poder Económico. Com essa facilidade de se separar o joio do trigo - ou seria o contrário - os grandes apoiadores desse novo "Ato" seriam os não corruptos daqueles Poderes. Minoria, mas sempre um começo!

Por que matadores frios? Basta ouvir/ver/ler noticiários e terão as respostas. Todas as respostas.

Vale destacar, visto a onisciência de alguns "jornaleiros", que "A.I. 5" é, apenas, figura de retórica; um alerta e não o intuito de seu retorno, válido apenas para os bandidos "conhecidos" dos Três Poderes; por enquanto.


(*) JOÃO GALDINO DE MEDEIROS é economista e tributólogo.




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