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Cronicas-->Semeando frustrações -- 24/10/2007 - 14:47 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Semeando frustrações

Por: Paulo Guedes
24 de Setembro de 2007.

http://www.institutomillenium.org/index3.php?on=artigo&in=assunto&artigo_id=682

O jornalista Ali Kamel é um dos diligentes construtores da Grande Sociedade Aberta em terras brasileiras. Sua coluna neste jornal destacou trechos de um livro didático que ficou cinco anos na lista dos recomendados pelo Ministério da Educação. Matéria do repórter Leandro Loyola na revista "Época" desta semana repercute: "O historiador Mário Schmidt não é conhecido nos círculos acadêmicos. Mas, como autor de livros didáticos, é um dos historiadores mais lidos do país. Sua coleção Nova História Crítica já foi usada por cerca de 28 milhões de estudantes dos ensinos fundamental e médio em escolas públicas e privadas. Segundo Kamel, o livro é uma tentativa de fazer nossas crianças acreditar que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo." "O que estão ensinando às crianças", pergunta Loyola, "se não uma história muito particular, que distorce fatos, elogia ditadores e faz propaganda ideológica?"

Tudo isso é muito antigo. Em "Ação Humana" (1949), capítulo II ("Os problemas epistemológicos das ciências sociais"), Ludwig von Mises adverte: "Um historiador precisa mais do que tudo perseguir o conhecimento. Precisa se livrar de qualquer parcialidade. Despir-se de qualquer julgamento de valor."

Von Mises já condenara os autores socialistas em "Liberalismo segundo a Tradição Clássica" (1927): "Eles prometem riqueza para todos, felicidade no amor, bem-estar físico e espiritual e o desabrochar de talentos artísticos e científicos em todos os homens. A literatura socialista está cheia dessa bobagem. Ora, apenas uma entre um milhão de pessoas obtém êxito na satisfação de suas ambições. O resultado dos esforços acaba sendo muito menos do que os sonhos da juventude. Planos e desejos esbarram em milhares de obstáculos. O fim das esperanças, a frustração dos planos e a própria incapacidade diante das tarefas constituem uma experiência profundamente dolorosa para todo homem."

Prossegue von Mises: "Há dois modos de reagir a essa experiência. A reação saudável é recorrer à vontade e ao espírito, não se subjugando a qualquer infortúnio. Se o sucesso não se aproxima, se as vicissitudes destroem num piscar de olhos o que havia sido construído por anos a fio de trabalho duro, é preciso aumentar ainda mais os esforços. Quem aceita a vida como ela é não se permite abater, não precisa buscar refúgio no conforto de uma mentira salvadora. Poderá encarar o desastre sem se desesperar."

E diagnostica: "A reação neurótica busca refúgio numa ilusão, segundo Freud, um consolo. A mentira salvadora conforta por fracassos passados e promete futuro melhor. Consola pela crença de que deixamos de atingir nossas aspirações não por nossa própria incapacidade, mas sim pelas deficiências da ordem social. O neurótico se aferra à mentira salvadora. Não foi ele que falhou, e sim o mundo que lhe causou o fracasso. Nesse caso, a cura depende do próprio paciente. Deve suportar seu destino, sem buscar um bode expiatório sobre o qual possa jogar a culpa. Precisa, para tanto, compreender as leis fundamentais da cooperação social."


(O Globo - 24/9/2007)


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